
Os tempos estão mudando mesmo: bastou Fidel Castro deixar o comando em Cuba e seus compatriotas já podem, entre outras pequenas “liberdades”, comprar telefones celulares (a imagem acima, da AP, mostra uma fila de gente atrás do aparelho).
Primeiro que isso me lembrou a corrida à telefonia móvel que eu mesmo presenciei quando o serviço se tornou acessível no Brasil_era preciso preencher uma ficha na lojinha da então BCP e aguardar ansiosamente uma cartinha lhe comunicando que a linha era sua.
Passado o momento nostalgia: a euforia cubana (na verdade, são poucas as pessoas no país que poderão pagar US$ 120 apenas para ativar uma linha) tem tudo para ser multiplicada por um trilhão quando conteúdos especialmente produzidos para a terceira tela _a primeira foi a TV, e a segunda, o computador_ desembarcarem lá.
Por conteúdo entenda não apenas programas de TV, filmes, vídeos e fotos (as galinhas dos ovos de ouro), mas também a parte que nos toca: textos jornalísticos curtos e com grande ênfase em serviço.
A produção de material jornalístico para o telefone móvel é a grande novidade oferecida pelo avanço da tecnologia no que diz respeito a nossa profissão. E um campo vastíssimo onde se concentrarão, além de potenciais investimentos, vários empregos nos próximos anos.
Por ora, sugiro a leitura do texto de Mario Lima Cavalcanti “Propostas para uma boa escrita jornalística em ambientes portáteis (PDF)“, que dá uma boa idéia da extensão e habilidades para se adaptar a esse novo mundo.
Em tempo: o uso do Twitter ou do Telog é uma excelente simulação de um ambiente SMS (short message service, o bom e velho torpedo). Chegaremos lá.
2 respostas so far ↓
Jahpa // Abril 16, 2008 às 12:17 pm
Nem sabia disso, que em Cuba era “limitado” a venda de celulares no governo de Fidel.
Imagino, o que Fidel está pensando? foi só eu sair que Cuba vai virar uma festa agora. Afirmação para não dar o braço a torcer.
alecduarte // Abril 16, 2008 às 5:34 pm
Jahpa, várias mudanças estão em curso por lá, vamos ver onde vai dar. Por enquanto, essa do celular atinge uma parcela mínima da população. A maioria, que ganha entre US$ 3 e US$ 4 por mês, nem sonha com isso…
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