Com a palavra, a professora americana Amy Gahran, que tem defendido (assim como eu) uma forte ênfase nas novas ferramentas on-line _e na habilidade gerencial dos alunos em admistrar idéias e negócios na rede.
O aspecto “econômico” das idéias de Gahran foi muitíssimo bem comentado pelo jornalista José Renato Salatiel.
A parte jornalística deixa comigo: a professora aponta, por exemplo, que simulações com ferramentas de administração de conteúdo são indispensáveis (como o trabalho com blogs que desenvolvemos em Jornalismo On-line).
Sua sugestão é que os alunos, reunidos em grupo, passem ao menos dois semestres alimentando e melhorando seus blogs _notadamente integrando-os a serviços como Flickr e Delicious.
Imersão em mídias portáteis, como estamos fazendo com o Twitter e com o Telog, é outra exigência atualíssima e indispensável.
Gahran cita como exercícios a inscrição a serviços de SMS disponíveis no mercado (para que possam ser criticados e avaliados pelos alunos) e também incentiva a participação em canais de colaboração dos grandes portais. Exatamente como fiz, pregando no deserto…
Outro ponto importante é o uso das mídias sociais (Facebook, Myspace, Orkut -arghhhhh!!!!) como instrumento de pauta e apuração, promoção do próprio trabalho e possibilidades de alcance externo.
Finalmente, entender a notícia como ponto de partida de um diálogo, não mais um discurso de mão única, é uma habilidade desejável no mundo jornalístico redesenhado pela tecnologia.
Agora, se você não souber como fazer um lide, meu amigo, desista.
10 respostas so far ↓
Rose Prata // Abril 17, 2008 às 1:18 am
Oie
Coisas de Alec Duarte rsrs
alecduarte // Abril 17, 2008 às 1:54 am
De Alec Duarte, de Amy Gahran e de outros tantos, né? Ou se é multimidiático ou não se sobrevive mais na profissão…
José Renato Salatiel // Abril 17, 2008 às 4:51 am
Alec, encontrar o caminho para seu blog e descobrir as afinidades de nosso trabalho acadêmico, com direito à escala em A. Gahran, foi uma dessas surpresas que fazem valer a pena o esforço e atrevimento na ordinária função de blogueiro. Vou avisando que já assinei… E concordo com sua conclusão: se o nego não conseguir sair do lide, aí é melhor tentar Turismo ou RP, sei lá. É isso aí, colega, vamos por a turma para produzir na web! Abs.
alecduarte // Abril 17, 2008 às 6:26 am
É Renato, tem coisas na nossa profissão que desde Tobias Peucer (1690) não mudaram.
As outras a gente tenta se atualizar e difundir…
Thyago // Abril 17, 2008 às 6:29 pm
esse post é um dos motivos pq eu nunca reclamei dessa aula!
Thiago Beato // Abril 17, 2008 às 6:41 pm
É evidente que os alunos de comunicação devem se adaptar as novas tendências técnologicas que o mercado exige , se bem que o mercado não precisa exigir algo que o mundo ” obriga”
As novas ferramentas on-line e as transformações com a qual a comunicação e a mídia estão passando, abrange um tema complexo e grandioso.
Alec, seria necessário aulas e aulas para discutirmos isso correto ?
alecduarte // Abril 17, 2008 às 6:50 pm
Thyago e Thiago: dentro do possível, estamos apresentando essas inovações e como estão sendo aplicadas à profissão. No segundo bimestre agora, por exemplo, vamos tocar em ambiente portátil (celular) + uso da rede para exploração de apuração e pautas. Porém é pouco: a briga agora é pela mudança da grade curricular e inclusão de novas disciplinas em todas as faculdades.
Thiago Beato // Abril 17, 2008 às 11:40 pm
Vale mais um comentário: Estou terminando meu artigo sobre a edição no jornal e me cai em algumas complexidades. Como fazer para evitar o jornalismo capitalista ?
O editor tem que sempre ficar “preso” ou em sintonia com a empresa ?
Jornalista x ideologia massa
Como lidar com isso ?
conto com a sua ajuda Alec, pois começo a me deparar com alguns questionamentos
alecduarte // Abril 18, 2008 às 12:20 am
Pois é, quando não concordamos com essas regras, simplesmente nos retiramos. É assim a vida.
E o que seria jornalismo capitalista? Aquele que só está preocupado em ganhar dinheiro? Se for isso, saiba até que iniciativas consideradas por alguns como heróicas e maravilhosas (como a colaboração no site sul-coreano Ohmynews) são calcadas em modelos de negócios.
No caso coreano, com o povão trabalhando de graça, já rendeu US$ 2 milhões para o dono só no ano passado.
Natália // Abril 18, 2008 às 1:05 am
Nossa garotos, Parabéns!!!
Acabei de ter uma aula apenas pelo comentário de vocês!!!
É isso aêee!!! Acredito que aos poucos estamos caminhando para o rumo certo! E a briga vai ser boa para dar uma atualizada nas grades curriculares heim Alec??
Bjs
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