
Olha só o que vai rolar em Alexandria, no Egito, entre 15 e 17 de julho: mais uma convenção de colaboradores-contribuintes dos projetos da Wikimedia Foundation.
O cenário é nobre: a biblioteca da cidade, presumivelmente fundada três séculos antes do nascimento de Jesus Cristo. Hoje, ela possui 400 mil publicações _entre eles papiros de valor inestimável.
As coisas Wiki (a Wikipedia é a mais notória delas) estão sempre tentando freqüentar o ambiente dos textos em papel. No início, a briga era para saber quem era a mais completa e confiável, a Enciclopédia Britannica ou a Wikipedia?
Jimmy Wales concluiu que um levantamento que levava em conta apenas assuntos científicos (os mais cascudos e passíveis de deslizes e polêmicas, é verdade) servia como resposta.
Daí a Wikipedia se achou a dona do mundo. E seus administradores (que zelam por 7 milhões de verbetes) se acharam no direito de conceder privilégios e serem ativistas, censores, intolerantes, soldados e, uma parcela expressiva, pouco afeitos ao idioma (qualquer um dos 201 em que o produto é confeccionado hoje).
A Wikipedia terá até uma edição em papel (sepultando o conceito wiki, que significa rapidez de atualização e, mais importante, por várias pessoas ao mesmo tempo e em todos os lugares). Ou seja: a Wiki se encaminha para ser só Pedia.
Como me demoro com aquele artigo sobre o lado B dos projetos da Wiki Foundation, comecem se deleitando com a interessante polêmica entre um site católico e a enciplopédia “livre”.
0 responses so far ↓
There are no comments yet...Kick things off by filling out the form below.
Deixe seu comentário