Mostrado durante o congresso da Associação Mundial de Jornais, na Suécia, o formato 3030 foi saudado por gente do mundo todo como sendo o do jornal do futuro.
Confesso que não entendi nada.
O futuro do jornal impresso não passa, em meu entedimento, por soluções que priorizem sua forma, mas sim seu conteúdo.
Tornar o produto parecido a uma revista, positivamente, não resolverá absolutamente nada (a foto de duas pessoas lendo jornais em formatos diferentes chega a ser ridícula). O que está em discussão é qual será a agenda dos jornais impressos, que assuntos eles deverão priorizar.
Além do mais, como já vimos aqui, as possibilidade da popularização do papel eletrônico pode indicar que o uso de papel “de verdade” jamais será uma inovação, mas apenas uma sobrevida.
5 respostas Até agora ↓
Madu // Junho 9, 2008 às 2:03 |
Yet another tablóide, Alec?
Se for isso, concordo contigo…
Mas também pode começar a ser uma preparação para a migração do velho fedorento em papel digital. Convenhamos: o formato standard é grande e chato, vai?
Mas além do formato, penso também em conteúdo. Talvez o papel digital ajude a promover uma espécie de “convergência jornalística”… será possível ter todos os tipos de profundidade midiática em um mesmo suporte, do hardnews às reportagens de fôlego. Isso sem contar na multimídia, com vídeos que transmitem áudio para seu fone Bluetooth… pode demorar para pegar, mas não enxergo essas tecnologias como mais elitistas do que hoje, no Brasil, é a própria mídia impressa.
Abs!
Madu
Julio // Junho 13, 2008 às 19:45 |
ainda não consegui entender o preconceito que os jornalistas dos impressos diários sustentam em relação às revistas. para mim, a revista é o futuro do jornal impresso e ponto. o formato é mais fácil de manipular por quem está em trãnsito, não incomoda o cidadão sentado no banco ao lado do ônibus ou do metrô/trem, por exemplo, e também agrega valor à produção jornalística diária, o que traz mais anunciantes e, por consequencia, saneia as contas do jornal, permitindo o investimento em pesquisa e jornalismo investigativo/literário/grande reportagem – sonho de todo jornalista.
afinal, para quem são feitos os jornais: para o (perdoe o termo) matusalem folhear do alto de sua poltrona confortável, desfrutando de um charuto logo pela manhã no escritório de sua casa aconchegante em bairro nobre, ou para o ‘working class heroe’?? tudo bem que ‘povão’ (outro termo pejorativo…) não traz tanto anunciante assim (será mesmo?)…
alecduarte // Junho 13, 2008 às 20:14 |
Julio,
minha questão com o formato não é por ser parecido com uma revista, mas por ser em papel. Pra mim, “jornal do futuro” não envolve, em hipótese alguma, uma impressão em papel.
abs
A convergência que falta é a de idéias « Webmanário // Agosto 4, 2008 às 17:31 |
[...] jornal baiano, por sinal, vai para as ruas muito em breve em seu novo formato, o 3030, que apresentei aqui há dois meses. É uma aposta, mas que está sendo tristemente vendida como “o futuro do jornal” _como [...]
O estranho caderno especial do Estadão « Webmanário // Outubro 22, 2008 às 22:54 |
[...] especial e sob o título Made in Brazil, o produto de 28 páginas em formato diferenciado (lembra o 3030, aqui citado algumas vezes) é um folhetim institucional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e [...]