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A antropologia disseca o interesse por notícias

Julho 7, 2008 · 1 Comentário

Um estudo antropológico é o último grito no jornalismo, papel ou on-line. Financiado pela agência de notícias AP, detectou algumas características do consumidor típico de notícias de hoje em dia.

Questiono apenas o pequeno universo (18 homens e mulheres) e a nítida sensação de que todos são geeks _um deles, inclusive, diagrama o andamento dos acontecimentos numa lousa em seu escritório.

O relatório divide o noticiário em quatro fatias: Fatos, Atualizações, Entenda o Caso (”Back Story”) e Conseqüências (ou “Future Story”). E decreta: há que se entregar as notícias nos canais usados pelo público.

No caso da Internet, basicamente e-mail e redes sociais. “As notícias são moeda corrente”, afirma categoricamente o documento. Resumindo: notícias que possam ser usadas pelas pessoas fazem mais sucesso, e esse uso varia do compartilhamento puro e simples de “coisas legais” a divagações ou investigações sobre o noticiário.

Outra observação bacana dessa pesquisa é o indício de uma “fadiga noticiosa”. Os usuários têm sido tão bombardeados com informação que programas que ironizam o acontecimentos (humorísticos com viés jornalístico) viraram uma válvula de escape.

O estudo sugere ainda que o modus operandi de editorias como Esportes e Variedades deveriam servir de modelo para todas as outras. Histórias com começo, meio e fim (enfim, quem ganhou jogo, ou se esse filme é bom), previsões, contextualização.

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