“Eu me lembro de ter cruzado essa linha e dito para mim mesmo ‘cara, eu não vou fazer isso de novo. Amanhã, voltarei para o lado do bem e farei as coisas como se supõe que elas devem ser feitas’”.
A frase é de Jayson Blair sobre um deslize cometido logo após os ataques de 11 de setembro, quando inventou o nome de um personagem de uma reportagem. Segundo ele, teria sido a primeira mentira de uma série que levou sua carreira à ruína.
Responsável pelo maior escândalo da história de 158 anos do New York Times, Blair foi demitido em 2003 após confessar que havia inventado aspas, fatos e personagens. Atualmente ele trabalha numa clínica psiquiátrica onde também se submete a tratamento.
Ontem, voltou a circular num ambiente jornalístico ao palestrar para estudantes da Universidade Washington e Lee, em Lexington, numa cadeira sobre ética.
É sempre bom manter vivo na lembrança o caso Blair e suas consequências.

1 resposta Até agora ↓
Carol Rocha // Novembro 8, 2009 às 12:35 |
A entrevista das páginas amarelas da Veja desta semana também é uma aula de “ética”.
O Bruno Senna diz que “não tem ídolos”. E a revista põe como título: “Senna não é meu ídolo”.
Simples assim.