O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo recomenda à categoria que aprove o consentimento à proposta de 5,45% de reajuste oferecida pelos patrões _trata-se de reposição da inflação, apenas e então somente.
O problema é que o piso muitas vezes é o teto. E também é burlado, como é frequente no jornalismo on-line com a contratação de “assessores técnicos” com salário inicial ainda mais baixo.
Hoje as urnas de um plebiscito comandado pela entidade percorrem mais redações da cidade. A adesão à proposta significa elevar para R$ 2.900 e pouco o piso para sete horas de jornada da profissão.
Imediatamente me lembro do texto de Duílio Ferronato, arquiteto com boas incursões no jornalismo e assustado com o que se paga para os jornalistas _muitas vezes, nada.
E na sequência remeto-me aos pensamentos de Robert G. Picard na já clássica “Por que os jornalistas merecem ganhar mal“.
Se for pra ficar nesse estado de coisas, não sairemos disso.

4 respostas Até agora ↓
Lívia // Novembro 11, 2009 às 11:16 |
É brincadeira… e aqui em SC, nosso piso é de R$ 1.200 pra 5 horas. Engraçado é jornalista com mais de cinco anos de empresa ganhar a mesma coisa que um foca… se fizesse faxina, ganharia mais!
alecduarte // Novembro 11, 2009 às 11:19 |
Lívia,
Certamente, é praticamente a remuneração de um garçom (sem gorjetas ou 10%).
abs
Te // Novembro 11, 2009 às 15:16 |
E tem coisa pior Lívia, justo no seu estado. A Cloaca News denunciou que a RBS tentou por um casal pra trabalhar na Oktoberfest como jornalistas pagando-os somente com comida:
http://cloacanews.blogspot.com/2009/10/justica-impede-rbs-de-explorar-trabalho.html
alecduarte // Novembro 11, 2009 às 15:42 |
Mas Te, vem cá: o casal aceitou a tarefa? Quem tem mais culpa nesse caso? Eu acho que nós aceitamos condições escravagistas e depois botamos a culpa nas empresas. É por isso que o jornalismo ainda não é uma categoria…
abs