Domingo é um dia bom pra ver.
Achei o site que reúne o trabalho de Tim Gruber, fotógrafo de Nova York.
E o ensaio com caminhoneiros americanos é um oásis.
Mas será que não falta alguma coisa para a narrativa ficar mais sólida?
Domingo é um dia bom pra ver.
Achei o site que reúne o trabalho de Tim Gruber, fotógrafo de Nova York.
E o ensaio com caminhoneiros americanos é um oásis.
Mas será que não falta alguma coisa para a narrativa ficar mais sólida?
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O World Press Photo disponibilizou on-line, enfim, seu arquivo histórico de 10 mil imagens, entre elas as fotos vencedoras do maior prêmio mundial para fotojornalistas.
São registros desde 1955, e muitos deles se tornaram ícones de toda uma geração, como a imagem acima, de Charlie Cole, que marcou o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989.
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Enquanto o mundo assiste, atônito, à disputa pelo poder em Honduras (com direito a um fato novo, o regresso do presidente deposto e agora aboletado na embaixada brasileira), a produtora multimídia Tracy Boyer acaba de concluir o documentário “Honduras and the Hidden Hunger“.
O trabalho trata de um projeto transnacional para amenizar a desnutrição infantil no país da América Central, apontado pelo Banco Mundial como o terceiro mais pobre da região.
Leia mais notícias sobre a situação política em Honduras
Boyer conta que filmava em Honduras quando ocorreu o golpe que depôs Manuel Zelaya e, a partir daí, teve inúmeras dificuldades, principalmente por causa dos apagões frequentes e duradouros de energia, que comprometeram a autonomia de seus equipamentos de filmagem.
Isso sem contar as dificuldades naturais de um trabalho que envolve o registro de sofrimento, dor e angústia. Muito pesado.
A reportagem multimídia, nota-se, não tem a apresentação glamourosa de outros trabalhos do gênero (e, também diferentemente deles, valoriza o texto). Tem problemas de edição, design, áudio e programação.
Mas serve para a gente lembrar que sempre há um povo por trás de disputas políticas.
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Uma belíssima galeria de fotos históricas da revista Life remete ao tempo em que os jornais impressos tinham toda a relevância do mundo.
Ainda que seja inegável que tenham perdido muita, não se desfizeram de toda ela.
Ou se desfizeram?
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Finalmente um post para ver: o 10,000 Words, blog jornalístico tocado por Mark S. Luckie, indica 20 portfólios bacanas de repórteres-fotográficos.
Referências, apenas, para que a gente saiba o que andam fazendo por aí em termos de registro imagético de elemento noticioso.
Como o curioso instantâneo que reproduzi acima, de Jacquelyn Martin, que flagra o transporte de uma alegoria (ou seria estátua?).
Imagens do dia a dia das cidades que é sempre legal ver no jornal no dia seguinte.
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Dois estudantes franceses faturaram 5 mil euros e um espaço de quatro páginas na prestigiosa revista francesa Paris-Match. Ganharam um concurso da revista para focas com uma fotoreportagem sobre a vida de universitários em Strasbourg.
Nas imagens e legendas, relatam uma vida oca e sem esperança, que inclui até prostituição nas horas vagas para pagar os estudos.
Tudo mentira. Ao receber o prêmio, eles revelaram a farsa. “Pensamos que seria uma boa oportunidade de revelar os mecanismos de um tipo de imprensa que não checa as informações e privilegia o sensacionalismo”, discursaram.
Os personagens da matéria eram todos amigos e representaram papéis.
A Paris-Match pagou o mico, mas cancelou o prêmio.
Poderia ter acontecido com qualquer um. O mundo avança e a tecnologia dota o jornalismo de capacidades que ele nunca teve. Mas detectar uma mentira desse tipo ainda é muito difícil. Pior quando ela feita em nível profissional (lembrei-me de Jayson Blair agora…).
(via António Granado).
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Capa memorável da revista National Geographic em 1985. A foto, de autoria Steve McCurry, foi feita com um Kodachrome
Quem é das antigas no fotojornalismo certamente vai ficar um pouco chocado ao saber que o Kodachrome, que acabou se tornando uma espécie de ícone do jornalismo visual, deixará de existir.
O filme cromo era o mais antigo produto fabricado pela Kodak, que anunciou nesta semana o fim da linha. Afinal, o Kodachrome respondia por apenas 1% do faturamento da empresa, hoje calcado (evidentemente) no mercado digital, que lhe fornece 70% de sua arrecadação.
“A preservação do Kodachrome é seu maior legado. Tenhos cromos tirados por meu avô nos anos 40 que estão perfeitos. Da maneira como o filme era processado, era praticamente um original eterno, que nunca desbota”, me disse Gustavo Roth, editor-adjunto de Fotografia da Folha de S.Paulo.
Lembrando que o cromo, ao contrário do filme, não permite correções durante a ampliação/revelação. Se errou na hora de fazer o clique, já era. É por isso que acabou identificado com alguns dos maiores fotógrafos da história _particularmente, tive a oportunidade de manusear cromos no Diário do Grande ABC, que no início da década de 90 usava o processo.
Engraçado que trabalhos feitos com o filme são tema de exposição cuja abertura é hoje, em Washington.
Para os saudosistas, a Kodak conta, em seu blog corporativo, um pouco da história da película, com depoimentos, por exemplo, de Steve McCurry (autor da foto acima que compôs uma das maiores capas de revista de todos os tempos, ajudando a tornar o Kodachrome um mito).
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O homem que deteve tanques na praça da Paz Celestial é visto ao fundo, à esquerda; à direita, o impressionante comboio bélico do exército chinês
No aniversário de 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, o New York Times revela uma imagem jamais vista (e, ao mesmo tempo, da cena mais vista) do confronto.
Num ângulo, digamos, térreo, o fotógrafo Terril Jones captou o momento em que um desconhecido manifestante se posta no meio da rua para impedir o avanço de tanques que adentravam Tiananmen para pôr fim à manifestação que mudaria a forma como o planeta enxerga a China (repare: é o cidadão em pé no canto esquerdo da imagem).
Bacana que uma imagem tão representativa _e que passou décadas repousada num arquivo acessado apenas pelos amigos de Jones_ tenha chegada à tona exatamente hoje.
Por mais que a China tente apagá-lo, é um momento eterno.
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