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Roy Greenslade, em seu blog no “Guardian”, aborda hoje um tema interessantíssimo _e que provoca torções de nariz na jornalistaiada profissional. “A verdadeira convergência é entre jornalistas e cidadãos (…). Não há nós e eles”.
Greenslade (ele próprio um jornalista veterano de redações) despeja uma série de conceitos que já conhecemos, como o fim do discurso de mão única e o acréscimo de novos personagens no jogo de construção do noticiário.
O interessante é que ele revela não estar mais tão certo sobre o futuro dessa convivência entre profissionais e amadores. “Antes”, diz Greensdale, “eu enxergava um grupo no centro, rodeado de blogueiros na periferia”.
É o debate do momento. Não são poucos os que acreditam que a mediação profissional no jornalismo seguirá, perene. Mas é fato que a disseminação dos publicadores on-line tirou das mãos destes “mediadores” seu poder monopolista sobre o noticiário.
A conclusão: convidados que fomos, por nosso próprio público, a dialogar, por que resistimos tanto em fazê-lo?
Vi no Tejiendo Redes.
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A automação de vários procedimentos, mesmo no jornalismo, é muitíssimo bem-vinda no ambiente on-line. Agora, a edição de notícias e produtos jornalísticos precisa, necessariamente, de seres humanos para não se transformar numa catástrofe.
Vejamos o caso do canal de notícias da American Family Association, uma espécie de TFP deles. Cheio de filtros que substituem automaticamente palavras, trocou o nome do velocista norte-americano Tyson Gay para Tyson “Homossexual”.
O atleta está provocando furor nas seletivas dos EUA para a Olimpíada de Pequim ao correr os 100 m em 9s68, melhor marca de todos os tempos, não homologada depois que se constatou que a velocidade do vento era superior à permitida.
Por aqui, basta olharmos a capa do Google Notícias, onde gente não mete a mão, para capturar vários absurdos de edição _como a presença em destaque, na home page, de um texto sobre a política externa da China absolutamente inchamável em quaisquer circunstâncias.
O jornalismo exige tutano. Mecanismos que funcionam em outras áreas, certamente, não funcionam com a gente, não. E, pior, nos expõem ao ridículo.

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Na Internet, idéias bastante simples costumam dar ótimos resultados.
Vejam o exemplo do fotolog “The Big Picture“, tocado por um webmaster do “Boston Globe“, um dos primeiros jornais do mundo a ter uma versão eletrônica (acima, uma imagem do planeta Marte que o cara inseriu).
O que ele (Alan Taylor) fez foi nada mais nada menos que mesclar os recursos da boa e velha galeria de fotos, presente em qualquer portal noticioso que se preze, com a praticidade do fotolog.
Sua iniciativa está sendo saudada como uma “grande idéia”, especialmente por ter vindo de alguém que não é jornalista, mas que se preocupou com o noticiário ao sugerir alguma novidade para seu veículo.
O Knight Center amplia a discussão e pergunta: como atrair bons “programadores” para o jornalismo, sendo o salário pago na redação é pífio perto das ofertas que estes profissionais encontram, por exemplo, em empresas de tecnologia?
Eu, mais modesto, questiono a falta que boas idéias fazem ao exercício da profissão. Tanto é assim que Taylor, por mais mérito que tenha, não criou nada. E já foi saudado como uma grande cabeça pensante do jornalismo on-line.
Iniciativa é, de fato, tudo.
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Aproveitando que estou no Uruguai (por isso o sumiço nesta terça, perdão), vou falar da Argentina _sim, este país oriental gravita em torno do que se passa do outro lado do rio da Prata.
Os últimos panelaços contra a intransigência do governo Cristina (Nestor??) Kirchner, que se recusa a dialogar com agricultores após aumentar subitamente os impostos sobre exportações, foram combinados via torpedos e correntes de e-mail. Mais de um provedor e operadora do país detectaram movimentação anormal de troca de mensagens nos últimos dias.
Era a conclamação para o protesto. O poder de mobilização do ser humano atual, plugado e ainda mais participativo, mais do que nunca ameaçador aos que acreditam que, dominando os meios de comunicação tradicionais, dominam o mundo.
Covardia, até. Argentino, quando o meio de comunicação mais rápido ainda era o pombo-correio, sempre foi um mestre em se aglutinar, especialmente se o motivo é reclamar do governo.
É como diz Clay Shirky em seu “Here Comes Everybody”: se você não sabe o que está passando no mundo on-line, pare tudo, permaneça off-line, entenda o que está rolando e, daí, volte à vida.
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A primeira reportagem on-line feita com a tecnologia 3G no Brasil não coube aos jornalões, mas ao modesto Jornal NH, de Novo Hamburgo (RS).
Outra demonstração de que a tecnologia, capaz de colocar à disposição do cidadão comum a mesma infra-estrutura de que dispõe o mainstream, também encurtou a distância entre os grandes grupos de mídia e os nanicos.
Agora, quem está ligado nas novas ferramentas à disposição do jornalismo as coloca em prática. Enquanto isso, veículos como Folha, Estadão e O Globo assistem (alguns mais, outro bem menos) passivamente à corrida pela transmissão de dados via celular.
Corrida, por sinal, que está só começando. E que o excelente Jornalismo Móvel está acompanhando em cima do laço.
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“In this paper, we present Google…”. Esta é uma peça histórica que há tempos fiquei de colocar aqui: o artigo escrito por Sergei Brin e Larry Page, ainda na Universidade de Stanford, sobre a máquina de busca que revolucionaria a forma como os usuários usam a Internet.
Na época (o texto é de 1998), os caras já possuíam um protótipo da ferramenta com 24 milhões de páginas arquivadas. O mais legal: tudo o que eles prometeram lá, cumpriram. Imperdível.
A dica é do e-periodistas, comandado pelo professor Ramón Salaverría.
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O António Granado deu a dica, e realmente vale a pena conferir essa reportagem em flash do “Jornal de Notícias” sobre prostituição masculina em Porto, Portugal.
Com todos os elementos multimídia conhecidos (entrevistas em áudio + texto + vídeos), a matéria mostra bem a potencialidade que o meio on-line dá a um trabalho originalmente nascido numa inanimada edição impressa.
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O desencanto com o Twitter (que andou off-line por horas nas últimas semanas) colocou em voga uma nova ferramenta de microblog: o Plurk.
Basicamente, ele possui as mesmas funcionalidades. A novidade é que suas atualizações aparecem dispostas como uma linha do tempo (as 24 horas do dia). Além disso, há uma coleção de verbos pré-determinados (ou seja, o usuário pode ganhar caracteres ao utilizar essa opção).
A ferramenta de mídia social está provocando buzz _assim como suas irmãs mais velhas.
Vamos acompanhar e ver o que o jornalismo pode fazer por ela. Já estou por lá.
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