Domingo é um dia bom pra ver.
Achei o site que reúne o trabalho de Tim Gruber, fotógrafo de Nova York.
E o ensaio com caminhoneiros americanos é um oásis.
Mas será que não falta alguma coisa para a narrativa ficar mais sólida?
Domingo é um dia bom pra ver.
Achei o site que reúne o trabalho de Tim Gruber, fotógrafo de Nova York.
E o ensaio com caminhoneiros americanos é um oásis.
Mas será que não falta alguma coisa para a narrativa ficar mais sólida?
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Etiquetado: ensaio, fotojornalismo, novas narrativas jornalísticas, Tim Gruber
Você está procurando referências sobre grandes trabalhos multimídia (ou seja, a aposta em narrativas que incluam foto, vídeo, áudio e o que for) e não sabe onde encontrar?
Pois bem, o Multimidiashooter selecionou dez exemplos de tirar o fôlego (um deles, a reportagem “Cáli, a cidade que não dorme”, já havia sido recomendado aqui recentemente).
Ah, nem todos os projetos são jornalísticos. Melhor ainda: há tempos a criatividade anda caminhando longe das redações _exemplos da publicidade ou do design sempre nos dão ideias ótimas).
Casos como o da Economist, em que uma série de profissionais mostra seu ambiente de trabalho, o lugar onde têm mais inspirações. Verdadeiramente sensacional.
Desfrute.
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Lançado originalmente em 2003, The Photographer é mais um belo exemplo de nova narrativa jornalística.
A obra mistura fotografia, história em quadrinhos e fotonovela para contar a aventura de Didier Lefèvre, fotógrafo que acompanhou uma missão da ONG Médicos Sem Fronteiras ao Afeganistão.
Outra bela ideia de sobre como contar uma história nos tempos de hoje.
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O World Press Photo disponibilizou on-line, enfim, seu arquivo histórico de 10 mil imagens, entre elas as fotos vencedoras do maior prêmio mundial para fotojornalistas.
São registros desde 1955, e muitos deles se tornaram ícones de toda uma geração, como a imagem acima, de Charlie Cole, que marcou o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989.
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Perguntei a Leonardo Dresch (a cabeça por trás da produção multimídia do jornal O Globo) por que os fotógrafos de jornais não se engajam no mix de conteúdos e, falando objetivamente, abracem a produção dos vídeos nossos de cada dia.
Falei disso há pouco tempo, e houve polêmica porque faltou o “fotógrafos de jornais” em meu discurso.
“A construção narrativa quem faz melhor é o réporter”, disse Dresch, que também é fotógrafo.Eu rebato com “mas são profissionais de imagem, deveriam se interessar por essa fronteira”.
Dresch levanta outro aspecto, este sindical: a organização que representa os fotógrafos é, em sua percepção (e compartilho isso), mais forte que a entidade de classe dos jornalistas. “Entidade de classe”, para dizer a verdade, é o termo certo.
Mas daí me lembro de Ronaldo Bernardi e seu incrível registro do mundo animal que levou um ano da apuração à concretização. Lembra? Claro: é aquele vídeo da tartaruga que ataca e come uma pomba.
A constatação óbvia é que os afinados com o discurso sindicalista estão ficando pra trás.
Categorias: Sobrevivência na Rede
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A crise na imprensa americana chegou à televisão e sua sempre admirada (por nós, profissionais) capacidade de manter imensos estoques de figurino para vestir repórteres e apresentadores.
A época de vacas magras é evidenciada por sites como o TV News Closet, uma loja virtual voltada para jornalistas. Oferece de gravatas a spencers, de ternos a bustiês.
Ou seja: cada vez menos as empresas jornalísticas querem investir em vestuário. O recado é claro: se vira, meu.
Houve um tempo em que até grandes jornais (na TV sempre foi mais comum) davam subsídio para sua equipe se vestir ou recuperar peças perdidas em coberturas, como certa vez ocorreu numa enchente com Jorge Araújo, o fotógrafo.
Naquela ocasião, Jorjão perdeu tênis, meias e calça jeans. Conseguiu reembolso posterior. Mas era Jorge Araújo, um dos maiores repórteres fotográficos do país.
Eu, foca e na mesma época, perdi tênis e par de meias e nem ousei pedir reembolso (trabalhava na mesma empresa). Ainda bem: ouviria palavrões e, com sorte, escaparia da demissão sumária.
Confesso que não sei a quantas anda no Brasil. As TVs ainda oferecerem figurinos? Os jornais bancam roupas perdidas no exercício da função?
Categorias: Vida de jornalista
Etiquetado: exercício da profissão, fotojornalismo, Jorge Araíjo, repórter fotográfico, roupas, subsídio
Finalmente um post para ver: o 10,000 Words, blog jornalístico tocado por Mark S. Luckie, indica 20 portfólios bacanas de repórteres-fotográficos.
Referências, apenas, para que a gente saiba o que andam fazendo por aí em termos de registro imagético de elemento noticioso.
Como o curioso instantâneo que reproduzi acima, de Jacquelyn Martin, que flagra o transporte de uma alegoria (ou seria estátua?).
Imagens do dia a dia das cidades que é sempre legal ver no jornal no dia seguinte.
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A máquina desenvolvida pela UPI: ruidosa, lerda e pesada, mas uma maravilha tecnológica na era da pedra lascada
Daí, não sei bem o porquê, me lembrei da máquina de transmissão de fotos que a UPI, agência de notícias criada em 1907 e que ainda existe, apesar de ter perdido muito da relevância, ajudou a desenvolver.
Bem, o trambolho da UPI era isso que você vê na foto acima. Pra começar, ficava acondicionado numa maleta (imagem menor, à direita) que pesava não menos do que 20 kg. O peso, como veremos a seguir, era o menor dos problemas.
Apesar de quebrar um galhão e agilizar a chegada de material fotográfico à redação (a máquina da UPI usava o sistema wirephoto, ou seja, as imagens eram transmitidas via ondas de rádio), a questão na operação da bugiganga envolvia bastante paciência.
Notem o cilindro que ela possui. Era ali que o fotógrafo, literalmente, colava a imagem que ia transmitir. E a bichinha passava a girar velozmente, acompanhada de um irritante, contínuo e altíssimo ruído. Uma maravilha da tecnologia, nos admirávamos todos.
Se a foto fosse colorida, o suplício era bem maior. Claro, cada uma das quatro chapas que compõem a imagem em cores (preto, cyan, magenta e amarelo) eram transmitidas uma por vez, num processo que certamente não levava menos de 75 minutos _a foto PB passava em, digamos, meia hora. Isso se a linha não caísse. E o fotógrafo tivesse de começar tudo outra vez.
Lembre que, além de carregar o pesado equipamento, os fotógrafos ainda cuidavam da revelação de suas películas, aumentando sua bagagem com produtos químicos, utensílios plásticos e papel fotográfico, muito papel fotográfico.
A última vez que eu vi uma máquina UPI (em funcionamento, e no meu quarto de hotel me azucrinando) foi em 1993, numa cobertura no Equador.
Que ela descanse em paz.
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