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Entries tagged as ‘futuro do jornalismo’

Faz sentido existirem redações ainda?

Julho 2, 2008 · Não Há Comentários

O fim do jornal impresso em papel já é uma discussão real na profissão. Mas e o fim da Redação (enquanto um espaço físico que reúne jornalistas e equipamentos)?

Será que o avanço tecnológico já não tornou possível o trabalho dos “mojos” (mobile journalists, ou “jornalistas móveis”) longe de um escritório? Afinal, o repórter cobre sua história, escreve, fotografa, faz vídeos e envia ou publica tudo isso por meio do celular ou de uma simples rede wifi.

Logo, o papel da Redação como um centro integrado de informações e também de tecnologia de publicação deixou de existir.

O Editor’s Weblog diz que, para cortar custos, o “The Record in Hackensack“, jornal de New Jersey (EUA), já usa a Redação apenas para o indispensável. Stephen Borg, seu editor, se enxerga num mundo em que os repórteres trabalham todo o tempo fora do escritório.

A conta da economia é o maior ingrediente de convencimento: o “The Record in Hackensack” estima que deixará de gastar, por ano, US$ 2,4 milhões em conta de luz e equipe terceirizada de limpeza, por exemplo.

Aqueles que precisam da Redação como um escritório, para receber uma fonte, por exemplo, fazem uma reserva de mesa, como num restaurante.

Eu, e já faz tempo, acho totalmente desnecessário (ainda mais em cidades-monstro como São Paulo) obrigar as pessoas a se deslocar para usar um computador ou um telefone, coisas que todos possuímos em casa.

Antigamente, você só estava informado se fosse à Redação. O mundo mudou, mas muita gente ainda acha que jornal se faz socando as pessoas dentro de um ambiente insalubre. Tsc tsc tsc…

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Se o futuro do jornal é isso, danou-se…

Junho 6, 2008 · 3 Comentários

Mostrado durante o congresso da Associação Mundial de Jornais, na Suécia, o formato 3030 foi saudado por gente do mundo todo como sendo o do jornal do futuro.

Confesso que não entendi nada.

O futuro do jornal impresso não passa, em meu entedimento, por soluções que priorizem sua forma, mas sim seu conteúdo.

Tornar o produto parecido a uma revista, positivamente, não resolverá absolutamente nada (a foto de duas pessoas lendo jornais em formatos diferentes chega a ser ridícula). O que está em discussão é qual será a agenda dos jornais impressos, que assuntos eles deverão priorizar.

Além do mais, como já vimos aqui, as possibilidade da popularização do papel eletrônico pode indicar que o uso de papel “de verdade” jamais será uma inovação, mas apenas uma sobrevida.

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Jornais impressos vendem quase 12% a mais no Brasil

Junho 3, 2008 · Não Há Comentários

Os jornais impressos deram uma respirada. É o que informa a WAN (Associação Mundial de Jornais), que liberou dados globais sobre a venda do produto em 2007. Os números foram divulgados no Fórum Mundial de Editores, que vai até amanhã, na Suécia (o blog Novo em Folha está cobrindo tudinho).

No ano passado, os periódicos impressos encalharam 2,57% menos nas bancas (desde 2003, a expansão de vendas chega a 9,39%).

No Brasil, os jornais impressos venderam ainda mais _quase 12% de acréscimo com relação a 2006.

A revista Exame já havia alertado para o incremento, apresentando como justificativa o aumento do poder aquisito das classes C e D, que são os novos consumidores de informações impressas. A prova? Dos 20 maiores jornais brasileiros, nove são populares, e sua circulação conjunta já corresponde a 45% do total.

Agora, nos Estados Unidos e na Europa o recuo do jornalismo em papel é evidente (caiu mais de 3% nos EUA e 2,4% na zona do Euro).

No Velho Continente, só mesmo os jornais gratuitos (capitaneados pelo grupo espanhol Publimetro, presente em 18 países, inclusive o Brasil) conseguiram impedir uma tragédia maior. Com eles na conta, a circulação de jornais por lá cresceu 2%.

É por causa da movimentação negativa nos EUA (e também na Europa, já que ainda não se equacionou a questão da viabilidade dos produtos impressos gratuitos) que sombrias previsões como as do professor Philip Meyer seguem sendo feitas.

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O jornalismo, os blogs e os vídeos

Maio 29, 2008 · 6 Comentários

A conversa começou num breve post do ótimo Novo em Folha sobre o uso de imagens em vídeo no jornalismo, ilustrada com uma foto de repórter usando, digamos, uma “robusta” filmadora _na verdade, as opções do mercado são miniaturizadas e cumpridoras (um equipamento daquele tipo, de verdade, se justifica apenas para uma emissora de TV).

O post da Ana Estela introduz uma entrevista do Poynter com o correspondente Travis Fox, do Washington Post. Esclarecimento necessário: hoje, Fox trabalha na maior parte do tempo como cinejornalista.

E daí? E daí que, quando falamos no uso de vídeos no jornalismo, em geral estamos nos referindo a pequenas intervenções muitas vezes gravadas com o mesmo equipamento amador que está à disposição do “cidadão comum”. Não se imagine carregando o mundo nas costas. A prioridade segue sendo coletar e filtrar informação.

Pois bem: daí um leitor do Novo em Folha, inspirado pela história de Fox e sobre o uso cada vez mais freqüente de elementos multimídia no jornalismo tradicional, enviou ao site o seguinte comentário: “Li seu post sobre o uso de vídeo e alguns artigos sobre o futuro do jornalismo e achei bem bacana a discussão porque hoje mesmo postei no meu blog uma impressão minha de que o jornalismo on-line está cada vez mais se aproximando do blog. Você concorda com isso? Pela força da ‘massificação’ do blog, estaria o jornalismo se transformando em “blogarlismo”? Ou estou sendo muito conservador e a tendência é essa mesma, ou seja, cada vez mais privilegia-se a instantaneidade e a interatividade em depreciação ao aprofundamento do conteúdo?”

A Ana respondeu a seu leitor dizendo que “não diria que, no geral, o jornalismo digital esteja se blogalizando, não”, e pediu que eu metesse a colher. Meti.

“As pessoas às vezes fazem essa confusão entre jornalismo e blog. A princípio, blog não é um produto jornalístico (afinal, ele nasce com o objetivo de conter aspectos pessoais com tinta opinativa _ambos bem distantes da “missão” que entendemos ser comum à profissão).
 
Contudo, seu poder mobilizador de multidões (crowdsourcing) e alavancador de pautas já tem sido usado por quem está sintonizado com as mudanças que a tecnologia está trazendo ao exercício da profissão.
 
É inegável que, como linguagem, o blog tem ganho espaço em sites de conteúdo exclusivamente jornalístico. Porém ele tem sido utilizado mais como um complemento virtual e, em muitas vezes, por absoluto desconhecimento das potencialidades de outras plataformas (eu brinco com a frase “ei, precisamos ter esse tal de blog urgente”).
 
O Clarín, que sempre está na vanguarda on-line, há tempos dispõe as notícias em sua home page na ordem cronológica inversa (uma clara citação ao modus operandi blogueiro). Essa talvez seja a mais notável influência.
 
Agora, em momento algum enxerguei qualquer movimento de fusão entre blog e jornalismo on-line. O blog é mais um produto virtual que o jornalismo emprestou e que está sendo tocado paralamente ao processo natural de coleta e seleção de notícias.”

Assim como o vídeo. Não queremos substituir a apuração tradicional da imprensa escrita por cinegrafistas-repórteres (fosse isso, era só todo mundo se bandear para a televisão). O lance multimídia é uma mescla entre as coisas. A idéia é ser complementar.

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A última rotativa do Guardian

Maio 17, 2008 · Não Há Comentários

Quanto falta para o The Guardian, provalmente o jornal que melhor faz a interação papel-on-line, se transformar numa publicação unicamente eletrônica? “Muitos milhões de usuários a mais no nosso site”, conta Neil McIntosh, diretor de desenvolvimento editorial do veículo.

Em 2007, o Guardian atingiu 19 milhões de usuários únicos em seu site, um incremento médio anual de 35%, e conservou o posto de periódico mais acessado da Internet inglesa.

McIntosh fez uma revelação interessante num debate no Brighton Festival: que as rotativas compradas em 2005 foram a última aquisição do produto. Ou seja: o jornal está se preparando, efetivamente, para viver sem sua edição em papel.

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Ponto final

Maio 2, 2008 · Não Há Comentários

O The New York Times relata o fim da edição impressa do The Capital Times, de Madison (Wisconsin), após 90 anos.

O periódico seguirá on-line. E bem pobremente, pelo que se supõe olhando sua confusa home page.

E segue a vigília da morte dos jornais que a Advertising Age está “cobrindo”.

Andrew Keen analisa hoje, no The Guardian, a “espiral de morte” dos jornais, como definiu. E diz que a culpa é nossa, inclusive da própria imprensa.

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Por que eles me dão telefones de graça?

Maio 1, 2008 · 1 Comentário

Você sabe por que sua operadora de celular volta e meia lhe aparece com bônus extras, pontos de sobra, créditos e outras facilidades para que você adquira aparelhos mais modernos?

O IPTS (Institute for Prospective Technological Studies), que eu apelidei de Instituto de Estudos de Prospecção Tecnológica, da União Européia, se debruça sobre o tema para descobrir o que somos e o que seremos graças ao poder da Terceira Tela (a primeira foi a TV, e a segunda, o computador).

Fiquei sabendo pelo Infotendencias que, nesta semana, o órgão juntou, num workshop em Sevilha (Espanha), representantes de governos, operadoras de telefonia móvel, fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de tecnologia.

Não houve especificamente essa conclusão, mas entendo que o célere incremento da oferta de produtos específicos para o meio portátil (essa sim uma unanimidade do encontro espanhol) é uma clara demonstração de que todos os lados _tirando, quase sempre, os governos_ caminham para o mesmo lado.

Ferramentas (leia-se: programas) mais atraentes sugerem aparelhos com mais recursos. Daí entra a operadora, desempenhando, de forma mais entusiástica do que abraça seu objetivo-fim, o papel de promotora de dispositivos móveis de último tipo. Prover conexões rápidas, seguras e estáveis, nada.

Se você tiver acesso a essa alta tecnologia, ela vai ganhar com isso. Por isso incendeia sua fúria consumista acenando com as facilidades do “preço zero“. E subsiando os seus _e os dela_ sonhos de consumo.

No que diz respeito ao conteúdo, o encontro em Sevilha detectou duas vertentes: uma, a miniaturização da Web. Ou seja, têm sido comum adaptações puras e simples de conteúdo já existente na Internet.

Mas o que interessa a uma pessoa que recebe torpedos noticiosos (há vários serviços na rede) ou navega na Web via telefone celular?

Notícias de última hora, trânsito, resultados de eventos esportivos, pílulas de economia real (cotações, reajustes de gêneros básicos) e serviços _de todo o tipo, de roteiro de cinema a horário de feira livre. Exige uma edição específica e criteriosa, portanto.

Isso o IPTS também percebeu: que aumentou a oferta desse tipo de produto, ou seja, um mix de editorial, serviço e entretenimento feito sob medida para quem administra todas as suas tarefas diárias da rua (ou, pelo menos, fora de casa).

Isso significa que os jornais em papel, que já tinham o desafio de criar conteúdos moldados para a Web, têm outro obstáculo premente a superar. Já tinham há tempos, não é um fenômeno novo. Mas é que nem sequer a dívida com a Internet _que chegou comercialmente ao Brasil em 1996_ foi paga.

No próximo capítulo, vamos falar de mídia exterior. Certamente você já topou com ela nas ruas ou mesmo num elevador.

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Jornalista e cidadão em pé de igualdade

Abril 30, 2008 · Não Há Comentários

Roy Greenslade, colunista do Sydney Morning Herald _e há 44 anos fazendo jornais de papel_ teoriza sobre o óbvio: que os jornalistas terão de dividir o seu território. Ele mal fala dos cidadãos (ou do conteúdo produzido pelo usuário), mas das exigências cada vez mais multimidiáticas impostas à profissão.

Isso já está acontecendo no mundo todo (em menor escala, é verdade, no Brasil).

Mas que os processos tecnológicos que levaram à Web 2.0 (que o professor Francisco Madureira não nos ouça) tiraram das mãos dos jornalistas profissionais a exclusividade sobre a apuração e filtragem do noticiário, ah, tiraram.

Restou aos “profissionais da comunicação” apenas legitimação e proteção que estão por trás dos grupos do mainstream.

Legitimação porque, diferentemente do cidadão “comum”, um repórter oficialmente constituído (digamos assim) tem permissão para abordar o governador ou conversar com atletas no vestiário após um evento esportivo, apenas para dar dois exemplos pobres.

E, quando sofre processos de fontes que questionam informações publicadas, têm respaldo jurídico da empresa que representa, tornando-se um pouco mais forte.

É só isso que restou. No mais, profissional e amador são exatamente a mesma coisa e têm acesso às mesmas ferramentas.

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A vigília da morte dos jornais

Abril 30, 2008 · 1 Comentário

Agora é a Advertisig Age que, na primeira reportagem de uma série especial, analisa a gradual perda de dinheiro, leitores e importância dos jornais impressos.

A análise se restringe aos Estados Unidos, seus 1.437 diários (desde 1940, 441 fecharam) e um cenário com gigantescas quedas de faturamento publicitário.

No Brasil, a realidade é outra: em boa parte por causa do aquecimento de lançamentos imobiliários, a receita dos jornais subiu (é por isso que aos sábados e domingos você recebe cadernos extras, como “Cotidiano 1″ e “Cotidiano 2″ ou “Internacional 1″ e “Internacional 2″, forrados de anúncios: simplesmente não há páginas suficientes para abrigá-los).

A estrada rumo à irrelevância, porém, parece sem volta, tanto cá como lá.

“Quando um leitor offline morre, ele não é mais substituído”, diz Jeffrey Cole, do Center for the Digital Future da Universidade da Carolina do Sul, citado pela Ad Age.

Cole é mais um a se aventurar no perigoso terreno das previsões, como já fizeram o acadêmico Philip Meyer e até o Fórum Econômico Mundial. “Quanto tempo os jornais ainda resistirão? Uns 20 ou 25 anos”, decreta.

A matéria relata iniciativas interessantes de periódicos que tentam prolongar sua sobrevida. Como o pool de oito jornais de Ohio que, para reduzir custos, intercambiam reportagens. Ou a medida desesperada do Lakewood Observer, que restringiu sua publicação em papel para edições quinzenais, mas é atualizado diariamente on-line.

A opinião mais severa é de Lauren Rich Fine, ex-analista de mídia da Merryl Linch. “Eu não acredito mais nessa indústria como algo lucrativo”.

A ver.

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O que os jornalistas precisam saber na selva da inovação

Abril 22, 2008 · 1 Comentário

De novo, o atento António Granado descobre um texto bem legal sobre o que o avanço tecnológico está fazendo com o jornalismo.

No caso, Lisa Williams, do blog Idea Lab, escreve sobre as dez coisas que um jornalista deve saber para sobreviver na selva da inovação. Achei todas bem válidas. É importante ressaltar que o jornalismo está se transformando numa carreira tecnológica. Daqui a pouco teremos espaços de coworking em redações, e o trabalho em casa será incentivado.

Abaixo, um resumo com pitadas minhas na conversa.

1) A indústria da tecnologia vive de altos e baixos: não se empolgue com o desempenho positivo de algumas empresas. Se a economia for mal, o dinheiro _e os empregos_ irão sumir;

2) Empregos são temporários. Amigos são para sempre: tudo é reciclável na rede. Seu chefe de hoje poderá ser seu funcionário de amanhã. A tecnologia, nas palavras de Lisa, “oferece a possibilidade de reencarnar sem se ter morrido”;

3) Ninguém tem as qualificações certas: idéias novas estão sendo testadas em redes sociais, sites pessoais e blogs. São esses novos valores que as grandes companhias querem agregar. Suas habilidades pessoais são cada vez mais relevantes. Assim como, se parar de evoluir, você será substituído por alguém mais criativo;

 4) A lealdade a uma empresa é obsoleta: pense em projetos, não em postos de emprego numa empresa. Projetos interessantes são bem melhores do que companhias interessantes. Casar com uma firma, positivamente, é coisa do passado;

5) O tempo está ao seu lado, mas desde que você o use a seu favor: de nada adianta desperdiçar energia e horas de trabalho em soluções que terão pouca visibilidade ou utilidade na Internet. Já o contrário é a típica resposta de US$ 1 milhão;

6) Nada como destruir coisas: os fantásticos acertos tecnológicos só foram possíveis porque erros bisonhos estiveram por trás deles. Erre, erre e erre para, então, acertar. É a lógica também na web;

7) Leia o manual: sim, a tecnologia tem um lado burro e tudo costuma ser muito fácil de manipular. Numa era em que exigimos que repórteres filmem, gravem, apurem, escrevam, ler os manuais (seja de aparelhos, sejam tutorais de sites) é mais do que obrigatório; 8) Escreva o manual: serve pra tudo, desde ajudar seu leitor a utilizar seções de seu site até padronizar esquemas de trabalho. Estamos na era da documentação: não registrou, dançou;

9) Polivalência: saber “tudo sobre alguma coisa” é uma habilidade sempre premiada na Internet. Quanto mais assuntos você dominar e coisas souber fazer, melhor;

10) Faça o preço do seu produto ser zero: essa é a bola da vez da Internet, como preconiza o editor-chefe da Wired, Chris Anderson. Cobrar por conteúdo não está na agenda da web, pode ter certeza.

Este texto do IDGNow complementa nossa conversa e apresenta um novo profissional nascido com a web 2.0: o mediador de mídias sociais.

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