O infográfico abaixo fala por si só. Jason Preston, de quem emprestei a referência, diz que não é uma boa ideia ser o Los Angeles Times nestes tempos bicudos. Por outro lado, ser o Wall Street Journal parece ser uma ótima num momento em que os impressos perdem inegavelmente a relevância.
Entradas etiquetadas como ‘futuro do jornalismo’
A representação gráfica da catástrofe dos jornais
Outubro 30, 2009 · 1 Comentário
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NYTimes entrega edição nas mãos de cooperativa de frilas
Outubro 26, 2009 · Deixe um comentário
Grandes grupos de mídia estão apostando no outsourcing (a boa e velha terceirização) para reduzir seus custos.
Agora é o The New York Times quem anunciou que recorreu a uma cooperativa de jornalistas para prover conteúdo específico para a edição regional de Chicago do jornalão.
Antes do NYT, o Los Angeles Times já tinha fechado um acordo com o ProPublica, uma ONG que produz jornalismo investigativo, para melhorar seu conteúdo.
É uma tendência. Parece que investigar, e o custo que isso provoca dentro da redação, vai gradualmente se tornando uma tarefa para gente de fora do dia a dia do jornal.
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Universidade aprofunda debate sobre o uso dos games no jornalismo
Outubro 22, 2009 · 2 Comentários
Um olhar mais profundo na relação (ou interseção) entre games e jornalismo, procurando compreender a forma como os jogos on-line podem ser usados no campo jornalístico e noticioso.
É esta a proposta que está sendo desenvolvida na Georgia Tech _e que tem tudo a ver com a era da conversação e das novas narrativas jornalísticas, uma espécie de obsessão de minha pesquisa acadêmica nos últimos meses.
O trabalho na universidade americana começou bem, encontrando e analisando o jogo do “menino do balão”, um assunto que dominou o noticiário na semana passada e tem repercussões até agora, com a provável imputação penal dos pais da criança _que jamais esteve à deriva num balão, como eles fizeram acreditar.
Eu creio piamente no game, que já é a principal indústria do mundo, como um aspecto importante na renovação das maneiras como contamos histórias ao nosso leitor/usuário. Esse é apenas mais um exemplo.
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E se a gente mudasse o cardápio noticioso dos jornais?
Outubro 21, 2009 · 6 Comentários
“Temos de partir de uma situação em que tentamos fazer o melhor trabalho cobrindo as mesmas notícias que todo mundo para outra em que trazemos a nossas audiências notícias que não havia ninguém cobrindo”.
A frase é do presidente da rede de TV norte-americana ABC, David Westin, e faz muito sentido. Por que ainda não se discutiu, no jornalismo, uma mudança de cardápio noticioso.
No máximo, temos batido na tecla, no caso dos produtos impressos, da necessidade de se relativizar o “aconteceu ontem”, divulgado fartamente pela web, para investir em conteúdo analítico e opinativo.
E a coragem para se fazer isso?
Westin avança na conversa com um ótimo ingrediente: e se procurássemos outra categoria de notícias, fazendo uma mudança profunda na agenda das editorias e, ao mesmo tempo, valorizando o exclusivo?
Não estou falando aqui de matar o hard news, por favor. Ele nunca morrerá. Mas pode perfeitamente ocupar bem menos espaço num jornal do futuro.
Equilibrar o que obrigatoriamente deve ser noticiado e incluir players novos me parece um excelente novo caminho para o produto impresso.
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Alemanha ganha primeiro jornal impresso personalizado do mundo
Outubro 16, 2009 · 5 Comentários
Uma dupla de jovens empresários alemães apresentou esta semana um projeto mirabolante: o do “primeiro jornal personalizado da Europa“. Parece loucura, e é.
O Niiu, que será lançado na segunda quinzena de novembro, se propõe a ser uma miscelânea de reportagens publicadas pelas edições on-line de veículos alemães e internacionais.
Cada assinante (que pagará 1,20 euros por edição) escolhe, no dia anterior, que tipo de notícia quer ver no seu jornal na manhã seguinte.
A premissa do ousado projeto é superquestionável: “as pessoas preferem ler em papel”, diz Wanja Soeren Oberhof, 23, um dos donos da ideia (ao lado de Hendrik Tiedemann, 27). É?
A duplinha de aventureiros diz que, para os anunciantes, seu produto é um prato cheio, porque podem alcançar exatamente o público que almejam.
Como aventura, o Niiu me parece sensacional _é desse tipo de experimento que sacamos conclusões para o futuro do negócio jornal. Como produto, entretanto, tem tudo para naufragar.
Volto ao assunto quando ele fechar as portas.
(via 233 Grados)
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Alguns segredos (?) do videoblog
Outubro 15, 2009 · Deixe um comentário
As plataformas para distribuição e compartilhamento de vídeos nunca foram tão fáceis de manipular. Mais uma benesse do avanço tecnológico que, claro, o jornalismo tem se apropriado _ainda de maneira tímida e aquém de suas possibilidades.
Leah Betancourt, que é gerente de comunidades digitais do jornal americano Star Tribune, de Minneapolis, aborda um aspecto importante em texto publicado pelo Mashable: a produção de conteúdo, especificamente no formato videoblog, tão antigo quanto o YouTube mas que, infelizmente, ainda tem sido deixado de lado pelo jornalismo profissional (ressaltem-se as exceções de praxe).
Pior para o jornalismo profissional, porque as pessoas estão fazendo experimentações e, turbinadas pelo avanço tecnológico, muitas vezes conseguem resultados melhores do que os que se observam no mainstream.
Da produção à distribuição, as dicas de Leah são valiosas para se começar (pra quem ainda não começou) a pensar seriamente no assunto e em novas narrativas jornalísticas, praticamente o tema da semana no Webmanario.
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HQ, telenovela e fotojornalismo: um exemplo de nova narrativa
Outubro 14, 2009 · 1 Comentário
Lançado originalmente em 2003, The Photographer é mais um belo exemplo de nova narrativa jornalística.
A obra mistura fotografia, história em quadrinhos e fotonovela para contar a aventura de Didier Lefèvre, fotógrafo que acompanhou uma missão da ONG Médicos Sem Fronteiras ao Afeganistão.
Outra bela ideia de sobre como contar uma história nos tempos de hoje.
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Ficção ajuda o jornalismo a refletir sobre seu papel na sociedade
Outubro 5, 2009 · Deixe um comentário
A trilogia “Millenium”, do jornalista e escritor sueco Stieg Larsson (1954-2004), traz como legado à nossa profissão uma belíssima discussão de sobre como salvar não os jornais, mas a função social do jornalismo.
No final de semana, o espanhol El País publicou interessante artigo do catedrático Jaume Guillamet que analisa como a ficção nos ajuda a compreender a dimensão (e a relevância) de nosso trabalho. Ou, pelo menos, daquilo que deveria ser o nosso trabalho.
Na obra, Mikael Blomviskt _à frente de uma pequena revista à margem do mainstream_ se dedica a revelar as trapaças e desmandos de grandes corporações multinacionais. Dá vários furos na concorrência e vira uma espécie de celebridade, quando cai em desgraça porque seguiu, numa das reportagens, uma pista falsa.
Enquanto isso, Larsson narra o burocrático trabalho de TVs e grandes jornais, que tratam apenas de ser meros amplificadores da atuação policial, isentando-se de cumprir seu papel (encontrar a versão “definitiva” para os fatos).
Essa coisa de seguir fontes policiais e adotar o jornalismo declaratório (da qual nosso mundo está cheio, em todos os sentidos) a gente costuma saber muito bem onde dá: em casos como os da Escola Base, talvez o maior erro da imprensa brasileira na história.
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Super-Homem no divã: o problema é Clark Kent
Outubro 2, 2009 · 1 Comentário
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O retrógrado entrave sindicalista
Outubro 1, 2009 · 8 Comentários
Perguntei a Leonardo Dresch (a cabeça por trás da produção multimídia do jornal O Globo) por que os fotógrafos de jornais não se engajam no mix de conteúdos e, falando objetivamente, abracem a produção dos vídeos nossos de cada dia.
Falei disso há pouco tempo, e houve polêmica porque faltou o “fotógrafos de jornais” em meu discurso.
“A construção narrativa quem faz melhor é o réporter”, disse Dresch, que também é fotógrafo.Eu rebato com “mas são profissionais de imagem, deveriam se interessar por essa fronteira”.
Dresch levanta outro aspecto, este sindical: a organização que representa os fotógrafos é, em sua percepção (e compartilho isso), mais forte que a entidade de classe dos jornalistas. “Entidade de classe”, para dizer a verdade, é o termo certo.
Mas daí me lembro de Ronaldo Bernardi e seu incrível registro do mundo animal que levou um ano da apuração à concretização. Lembra? Claro: é aquele vídeo da tartaruga que ataca e come uma pomba.
A constatação óbvia é que os afinados com o discurso sindicalista estão ficando pra trás.
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