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Levantamento relaciona queda do PIB global a iniciativas de cobrança por conteúdo on-line

Setembro 12, 2009 · Deixe um comentário

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Muito oportuno o levantamento de Ramón Salaverría, que usando dados do FMI _e bastante conhecimento sobre a vida pregressa da internet_ estabeleceu uma relação entre PIB global e iniciativas de cobrança por conteúdo on-line, como a que assistimos agora, desde 1996.

À ela, Salaverría deu o nome de Lei do Pagamento por Conteúdos On-line, cuja premissa básica é: “o número de iniciativas para implantar conteúdos pagos em meios digitais é inversamente proporcional à evolução do PIB nos países ocidentais”.

O gráfico elaborado por ele (e que você vê acima) é lapidar para comprovar a tese.

Salaverría deixa ainda a pergunta: recuperada a economia após o crack do subprime, desistirão os grandes grupos jornalísticos (que pediram ajuda até do Google) da nova investida monetarista contra o que os usuários da web há anos estão acostumados a ter de graça?

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Redação com 1,5 mil jornalistas faz Google perder dinheiro

Agosto 1, 2009 · 2 Comentários

A AOL (sinônimo de internet nos primórdios) tem nada menos que 1,5 mil jornalistas _isso mesmo, você leu direito_ trabalhando em suas operações on-line. Efetivamente são mil os contratados (o restante é frila).

O número absolutamente impressionante fica ainda mais incrível ao sabermos que os planos futuros da empresa incluem a multiplicação dessa mão de obra por três. E isso que a redação atual já possui mais do que o dobro do tamanho da que lá trabalhava há um ano.

E de onde vem esse povo todo? Em boa medida, dos jornais impressos. O banho de sangue na imprensa americana, com fechamento de publicações tradicionais e passaralho atrás de passaralho, fomentou uma multidão de desempregados. A AOL lhes deu, em parte, guarida.

No Brasil, a passagem da empresa (concluída em 2006) teve altos e baixos, mas o começo foi catastrófico: um lote muito grande de CDs gratuitos com o discador de provimento, distribuídos de graça até nas ruas, tinha, na verdade, gravações musicais de um grupo de pagode. Virou piada.

O Google perdeu pelo menos US$ 717 milhões (fora o investimento no produto) ao comprar 5% das ações da AOL há quatro anos. Nesta semana, a empresa de Sergey Brin e Larry Page as revendeu à antiga (e agora única) proprietária, a Time Warner, por US$ 283 milhões _em 2005, pagara US$ 1 bilhão.

Houve a crise, é verdade, momento em que o valor de todas as companhias ficou bem menos inflado. Mesmo assim, ao repassar a bomba, o Google dá uma sinalização clara de como é difícil fazer dinheiro com conteúdo (no caso da AOL, havia uma válvula de escape, que é o provimento).

Tanto que a companhia de Brin e Page manterá, entre outras parcerias mantidas, sua fatia de faturamento sobre links de publicidade.

Mas e os 1,5 mil jornalistas nas redações da empresa, heim?

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Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso

Junho 8, 2009 · 5 Comentários

Desde ontem, com Carlos Eduardo Lins da Silva (ombudsman da Folha de S.Paulo), iniciamos aqui uma conversa sobre formas de o jornal impresso apresentar o noticiário a fim de se diferenciar de internet/tv, que exploram exaustivamente os mesmos fatos horas antes.

Silva contou que é recorrente a reclamação, por parte dos leitores da Folha, de que o jornal não trouxe fatos novos nem sequer avançou, publicando meramente o que já havia sido visto/lido pelo público no dia anterior.

Pesa contra o desprendimento ao “aconteceu ontem”, antes de mais nada, o próprio DNA do produto jornal, nascido para relatar e documentar a jornada que passou. Poucos jornalistas conceberiam um publicação diária que fugisse ao registro destacado do dia anterior. Mas, e o público?

Leia também: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

Pode-se dizer que é uma patologia do jornalismo.

O advento da internet teve muito mais impacto na audiência dos jornais do que o rádio e televisão porque, diferentemente de dois antecessores, a web deu ao consumidor de notícias a possibilidade de escolher onde e quando consumi-la.

Essa sim é a grande novidade que a revolução tecnológica trouxe ao exercício do jornalismo. Hoje não é mais necessário aguardar o momento em que jornal/tv/rádio vão transmitir notícias. Um sequenciado e curto apertar de botões leva o freguês a um destino ainda melhor: a exata notícia que procura. Afora o fato dele próprio ser capaz de apurar/produzir/difundir a informação que lhe convenha.

O triunfo da navegação por mecanismos de busca (eufemismo para Google), essa sim, expôs a grande ferida do jornalismo impresso: a desatualização.

Soluções óbvias são oferecer conteúdo diferenciado proveniente de investigação (o bom e velho furo) e tratamento analítico e opinativo ao noticiário.

Mas o que fazer com o “aconteceu ontem”?

Volto ao assunto nesta terça.

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O Google News e os jornais

Abril 9, 2009 · 6 Comentários

Essa era boa, mas eu deixei passar: na terça, Eric Schmidt, executivo do Google, falou num evento da Newspaper Association of America _a mesma cujo presidente, despreparado, foi ridicularizado num humorístico da tv americana.

Claro que Schmidt teve de falar sobre serviços como o Google News, que agrega material noticioso e, portanto, aponta com frequência para sites de jornais. Alguns veem isso como roubo de conteúdo (vários solicitaram até judicialmente a exclusão das menções). Um disparate.

Esses jornais se esquecem que o Google tem muito mais audiência do que todos eles somados. E que a máquina de busca é a grande porta de entrada, hoje, de qualquer conteúdo na web. Se você não aparece numa busca, seja em que ferramenta for, está morto.

Talvez seja isso.

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O jornalismo e a apuração no Google

Fevereiro 3, 2009 · 4 Comentários

Foi Leopoldo Godoy, editor de Tecnologia do G1, quem me contou hoje (sim, nada como uma reunião na escola do filho seguida de uma festa infantil para que a vida off-line te lembre que ela existe): sábado deu um pau federal no Google.

A empresa admitiu que seu site de buscas ficou inacessível por 40 minutos _mas há relatos de que demorou horas.

Daí o Godoy disse algo do gênero: “o jornalismo acabou por x espaço de tempo”. Uma brincadeira, mas com um fundo preocupante de verdade.

Pior que escorar sua apuração no Google é o atual jornalismo brasileiro, por uma indecifrável questão de monocultura, desconhecer as outras máquinas de busca que estão na rede.

Sim: deu pau no Google, acabou. Não se checa mais nada? Exagero, mas quase.

Ele é bem melhor? É. Mas sempre tem pra onde correr.

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Um gigante dentro do outro

Dezembro 20, 2008 · Deixe um comentário

Veja que loucura isso: 25% de todas as buscas realizadas pelo Google, esse colosso da Web, são por arquivos do You Tube, principal site de compartilhamento de vídeos da Internet.

Fosse uma máquina de busca, o site fundado em 2005 _e depois comprado pelo próprio Google_ seria o segundo maior do ciberespaço.

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Um índice de 1 trilhão de páginas

Julho 26, 2008 · Deixe um comentário

O Google anunciou que atingiu a incrível marca de 1 trilhão de páginas indexadas nesta sexta-feira. Em seus primórdios, nos idos de 1998, eram 26 milhões. Dois anos depois, já eram 1 bilhão.

O Readwriteweb lembra, com bastante propriedade, que quantidade não é sinônimo de qualidade.

Fréderic Lardinois cita que a promessa da tão sonhada busca semântica (na qual o mecanismo “adivinha” o que você está procurando e refina seus resultados) continua sendo apenas isso: uma promessa.

Os resultados de uma pesquisa no Google ainda são poluídos e vêm carregados de links impróprios. Como não há competição no setor, estamos nas mãos dele, o Google.

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Técnicas avançada de busca na Internet

Julho 22, 2008 · Deixe um comentário

Já combinamos que os mecanismos de busca são a home page da Web2. É por meio deles que encontramos diretamente aquilo que estamos buscando, e nos livramos da mediação meia-boca dos capistas dos portais.

Assim entende também o professor espanhol Ramón Salaverría, que está no Brasil para ministrar um curso que tem justamente como ênfase técnicas avançadas de busca na Internet.

Reparem no site que Salaverría montou e a quantidade de utilitários do Google que ele colocou ali.

Felizmente, ele não pára por aí: abrange agregadores e redes sociais, que são os “points” de encontro hoje na rede.

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A pré-história do Google

Junho 11, 2008 · 1 Comentário

“In this paper, we present Google…”. Esta é uma peça histórica que há tempos fiquei de colocar aqui: o artigo escrito por Sergei Brin e Larry Page, ainda na Universidade de Stanford, sobre a máquina de busca que revolucionaria a forma como os usuários usam a Internet.

Na época (o texto é de 1998), os caras já possuíam um protótipo da ferramenta com 24 milhões de páginas arquivadas. O mais legal: tudo o que eles prometeram lá, cumpriram. Imperdível.

A dica é do e-periodistas, comandado pelo professor Ramón Salaverría.

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Por que Obama derrotou Hillary

Junho 5, 2008 · 3 Comentários

Do ponto de vista da tecnologia, é uma questão fácil de responder. A ex-primeira dama pouco investiu em ferramentas on-line. Enquanto isso, só em anúncios e outras ações no Google, o senador por Illinois desembolsou mais de US$ 3 milhões.

No microblog, a distância entre as campanhas também foi díspar. Que o digam os 33 mil seguidores das atualizações de Obama no Twitter _todos eles sendo seguidos, medida sempre vista com simpatia na Web (ainda que, suponha, essa conta jamais tenha sido checada por qualquer funcionário).

Especificamente no Twitter, Hillary foi catastrófica. Amealhou apenas 4 mil “followers” e não adicionou ninguém. Uma tragédia de mídia social.

Yahoo, Microsoft e Facebook, nessa ordem, aparecem como os principais destinatários de verbas da campanha do agora confirmado candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos (engraçado que, no sentido inverso, ou seja, as doações às candidaturas, funcionários da Microsoft deram mais dinheiro a Clinton, enquanto os do Google cacifaram Obama).

Moral da história: Obama, muito ativo na Internet, cativou a multidão de jovens de classe média que perscrutam a rede. Hillary, que investiu milhares de dólares a mais que seu adversário em jantares e homenagens (esse perrengue herdado da vida off-line), arregimentou os mais ricos e os mais velhos. Ou seja, pouca gente.

A Business Week mostrou um ângulo em que uma campanha política ingressou no terreno dos cases de quem busca exemplos de influência das novas tecnologias.

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