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As lan houses ameaçam o futuro dos jornais impressos?

Outubro 26, 2009 · 5 Comentários

Lan House num bairro brasileiro qualquer: acelerando a lei de Mutter?

Lan house num bairro brasileiro qualquer: acelerando a lei de Mutter?

Alan Mutter relacionou a queda da circulação dos jornais ao avanço da banda larga residencial. Segundo seus estudos, é fato: quando essa penetração ultrapassa 30%, os jornais estão definitivamente feridos de morte.

Daí vejo fotos como a acima, tirada de uma apresentação do publicitário Michel Lent, e fico pensando se o buraco não é bem mais embaixo.

Explico: será que o acesso localizado à web, digo na rua, não pode acelerar esse processo?

Bem possível.

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Quem disse que a internet é infinita e de graça?

Outubro 8, 2009 · 2 Comentários

É uma percepção das pessoas que a internet, além de ser infinita, possui custo zero. Você publica o que quer, onde quer e sem pagar nada.

Nada mais mentiroso. E os recentes problemas na ferramenta de publicação dos blogs do UOL (quem tem um e não teve problemas que atire a primeira pedra) ou a parada do Twitter nesta quinta-feira estão aí justamente para lembrar a gente que existe um limite para a expansão e manutenção da rede: o servidor _isso sem contar que os HDs têm, entre outras coisas, alumínio e cobalto, materiais absolutamente finitos.

Quanto mais produção on-line, mais e potentes servidores serão necessários para manter a internet funcionando normalmente. E isso é totalmente físico.

Para mantê-los, alguém está investindo muito dinheiro. E terá de investir muito mais para manter essa engrenagem rodando.

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‘Na internet, ninguém sabe que você é um cachorro’

Setembro 14, 2009 · 2 Comentários

cartum_cachorro_internet

O tema é velho e batido, e a charge, tola e infantil.

Porém chama a atenção que o anonimato na internet (um problema ainda atual e mais grave sobretudo no jornalismo on-line) tenha sido abordado em 1993, quando a rede mal dava seus primeiros passos _nos EUA, por que a novidade só chegou para valer no Brasil três anos depois.

“Na internet, ninguém sabe que você é um cachorro”, diz o cartum de Peter Steiner, publicado pela The New Yorker, uma das revistas mais legais do mundo.

O que mudou de lá para cá: a evolução da construção da reputação on-line forçaria os dois cachorros a se exibir, se eles realmente quisessem ter alguma relevância. A conexão entre real e virtual é absoluta.

Hoje, em vez de se esconder sob suas verdadeiras indentidades, eles teriam orgulho de latir au-aus para uma plateia.

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Sim, a culpa é toda da internet

Agosto 9, 2009 · 5 Comentários

Alan Mutter tem um contraponto muito bacana à tese de Jeff Sonderman, que sustenta que as notícias sempre foram de graça e, por isso, a culpa pela crise dos jornais não é da Internet e seu modelo de distribuição gratuita de informação.

Mutter, jornalista veterano e editor de um dos blogs mais relevantes sobre o futuro do jornalismo (Reflections of a Newsosaur), realizou um levantamento que liga, e diretamente, o uso da rede ao declínio da circulação dos produtos impressos.

Pelo seu estudo, países em que a adesão à banda larga residencial supera 20% da população assistem, simultaneamente, à queda de tiragem e faturamento publicitário de seus veículos de papel. Quando o número chega a 30%, o sinal vermelho se acende e a redução passa a ser brutal.

Nos Estados Unidos, ressalta Mutter, o forte movimento para baixo das circulações começou a ser notado em 2003, quando o acesso à banda larga nas casas americanas já era de 23%, e se intensificou a partir do ano seguinte, quando bateu em 31%.

Hoje, 60% dos americanos (eu atualizei o dado do texto original de Mutter, escrito em maio de 2008) possuem uma conexão rápida em seu domicílio. E os jornais, que alcançavam um terço dos habitantes dos EUA em 1946, agora têm um share de apenas 18%.

Mutter não se restringiu aos Estados Unidos: segundo ele, a tendência do “de 20% para cima em banda larga residencial, menos jornais na rua” se repete em países como Alemanha, Canadá, Holanda e Reino Unido.

Preço alto e limitação de acesso à internet em países pobres ou em desenvolvimento explicam, de acordo com ele, porque o negócio jornal ainda está no azul em lugares distintos como Brasil, China e Índia _além da franca expansão econômica, que tirou cidadãos da linha de pobreza e deu às suas economias uma nova classe de consumidores.

É questão de tempo, diz Mutter.

No Brasil, falta pouco para testarmos a regra dos 30% (porcentagem em que a coisa, de fato, fica feia para os impressos): hoje, 16% dos brasileiros possuem banda larga em casa. Até o final de 2009 eles deverão ser 20%. Estima-se que alcançaremos a “linha de Mutter” em 2011.

Está chegando a hora.

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Nem o ‘jornalismo erótico’ escapa da crise

Junho 22, 2009 · 3 Comentários

Perguntei ontem se existe jornalismo humorístico, e me deparo agora com um texto que fala em “jornalismo erótico”. Uai, existe essa categoria?

É sobre a revista Playboy e a situação inédita que a publicação viverá a partir do mês quem vem, quando pela primeira vez desde fundada, em 1953, terá um editor-executivo que não é membro da família Hefner. E com a obrigação de tirar a companhia do buraco.

O veículo vendia 7 milhões de exemplares em 1972, mais do que o dobro de hoje (3 milhões).

É verdade que a Playboy, em suas várias edições pelo mundo (o Brasil não foi exceção), reuniu um timaço de jornalistas, escritores e colaboradores.

Paul Alonso, o autor da análise, cita a pornografia na internet (“onanista, sem narrativa ou estilo próprio”) como culpado relevante no processo de derrocada da revista.

Nem mulher pelada salva, é isso?

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A morte de Silvio Santos e a vulnerabilidade da web

Maio 24, 2009 · 14 Comentários

A notícia bombástica numa sexta à noite: fake

A notícia bombástica numa sexta à noite: fake

Não há meio mais eficiente para se espalhar um rumor, hoje, do que a internet. Ainda que tenha menos usuários do que a televisão, possui uma capacidade _a do compartilhamento_ que seu decano e passivo concorrente ainda está a anos-luz de oferecer.

Quem fica sabendo pela TV repercute, a priori, com o povo da casa, no máximo com o vizinho. Se der uns telefonemas, amplia esse leque, mas limitadamente. Se for à web, porém, suas chances de atingir mais gente aumentam exponencialmente.

Uma vez já foi o rádio, quando a encenação não anunciada de “A Guerra dos Mundos”, sob a batuta de Orson Welles, causou pânico e sandice numa cidade dos Estados Unidos em 1948.

Nem o jornal está livre, que o diga o 1,5 milhão de falsos exemplares do The New York Times mandados fazer por um ONG e distribuídos gratuitamente no metrô de Nova York no ano passado. Apesar de todas as pistas (a principal, “o NYT de graça?”), houve quem acreditasse que era verdade.

Sexta-feira foi uma noite agitada nas redações. Naturalmente agitada, ao menos nos jornais, quando um exército de abnegados vira a noite escrevinhando a edição de domingo _sim, é por isso que você consegue comprar, na tarde de sábado, o seu jornal do dia seguinte. Por causa de idiotas como eu.

Anteontem um site que cobre celebridades, o Fuxico, anunciou a morte de Silvio Santos. É a reprodução que você no começo deste post. O texto da notícia era o que vai abaixo.

O texto criado pelo hacker: esquisito, mas erros de português redações cometem o tempo todo

O texto criado pelo hacker: esquisito, mas erros de português redações cometem o tempo todo

Não era o Fuxico, mas uma invasão hacker. Gravíssimo, porque penetrou-se num dos servidores supostamente mais protegidos do país, o do portal Terra. E evidenciou-se que há manipulações possíveis nos ambientes menos esperados.

A clonagem de notícias é corriqueira, mas geralmente adota outro modus operandi: o programador copia uma página interna de um site e monta sua história, usando o e-mail (e, portanto, spam) para espalhar a palavra.

Nestes casos também é bem frequente a inclusão de links que conduzem a scripts maliciosos, vírus e spywares.

Não foi o que ocorreu no caso Silvio Santos: a notícia foi realmente publicada na web, e em seu endereço verídico. Durante o ataque, só a home page de O Fuxico ficou fora do ar _todos os menus e demais links funcionavam normalmente, e a notícia da morte do apresentador figurava na lista de últimas do site.

Como sempre, havia pistas para detectar a fraude (não, o português ruim não vale, até mesmo o “falece” costuma ser perpetrado redações afora). O fato de a home page estar fora do ar era o mais palpável. E só ele, para dizer a verdade.

O bom jornalismo fez o que devia, procurou a assessoria do apresentador, soube que ele estava nos Estados Unidos _e bem. Daí, justificadamente, a matéria passou a ser a falsa notícia sobre seu passamento.

Até o próximo ruído.

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A internet feriu de morte o jornalismo, dizem jornalistas

Abril 11, 2009 · Deixe um comentário

Ontem, que falamos da competição entre jornais pagos e gratuitos, coincidentemente a revista The Atlantic divulgou os resultados de uma tradicional enquete que realiza anualmente com “membros proeminentes da imprensa nacional”.

Pois 65% dos jornalistas ouvidos disseram o advento da internet “feriu o jornalismo”. As justificativas são as mais variadas _uma bem engraçada dá conta de que a web “treina os consumidores a ler notícias em pedaços cada vez menores”.

Como Jeff Jarvis já escreveu sobre a enquete, me abstenho. É exatamente isso: o jornal precisa confrontar sua realidade (de que seu centenário modelo de negócios ruiu) e pensar em reposicionar seu produto, partindo do pressuposto que o público leitor possui mais informação disponível.

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Só tem lixo na Internet

Maio 26, 2008 · 1 Comentário

O Brasil já tem o seu Andrew Keen: é Diogo Mainardi, colaborador da revista Veja, que em sua coluna desta semana teceu comentários bastante críticos à Web.

Keen é o único cara que teve coragem suficiente para escrever um livro desencando a festejada ascensão do amador na rede. Para ele, o compartilhamento (seja de fotos, vídeos, textos etc) é uma faceta grotesca da falta de qualidade da produção do ser humano.

Para Keen, ou reserva-se a tarefa de fazer música, jornalismo, fotografia, vídeo, enfim, seja lá o que for, a profissionais, ou o mundo vai encarar uma crise de valores séria e sem volta.

O texto de Mainardi é bacana porque passeia justamente sobre a inépcia dos amadores. Não quando produz, mas também quando consome conteúdo.

“A internet é isso: um monte de maus leitores dotados de más idéias que cismam em interagir com maus autores. É o território dos opinionistas que opinam sobre a opinionice de outros opinionistas”, escreve ele.

O ponto de partida de sua revolta foram duas das notícias mais lidas da semana passada na Internet: que Sabrina Sato desistiu de tirar sua pintinha da testa e que Débora Secco chorou num programa de auditório. 

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Você chegou ao fim da Internet

Maio 18, 2008 · 3 Comentários

Vi primeiro no ligado Na Web, daí fui ao original.

É pícaro brincar com o caráter infinito da rede.

Por via das dúvidas, apague a luz…

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Com a palavra, a fonte

Abril 9, 2008 · 2 Comentários

Cesar Maia, prefeito do Rio, distribui de segunda a sexta uma newsletter com opiniões, informações sobre sua atuação pública e divagações. Ela, que já foi um blog (daí o pouco feliz, mas engraçado, nome de “Ex-blog”), pode ser assinada aqui.

Alertado por Leopoldo Godoy (que comanda o “8bitsemeio“), resolvi trazer aqui largo trecho do boletim desta terça-feira, no qual o político discorre sobre como enxerga a imprensa e este “novo” meio, a Internet. Vale lembrar que Maia, certamente, tem uma intimidade com o computador que muitos jornalistas (vergonha!!!!) não têm. Há quem diga, inclusive, que ele _em vez de administrar a cidade_ passa o dia diante do laptop.

Enfim, não é esse o propósito aqui. Apenas reproduzo abaixo o que o prefeito escreveu como um registro de uma fonte relevante comentando o nosso trabalho. Alguma coisa observada por Maia é absolutamente verdadeira. E passível de reflexão.

Atualização: só depois me toquei que talvez fosse bacana comentar item a item as opiniões de Maia. Vamos lá? Em bold, minhas intervenções:

PARTE DA IMPRENSA NÃO ENTENDE A INTERNET COMO UM MEIO DE COMUNICAÇÃO!

1. O prefeito do Rio comentava a este Ex-Blog, que achava curioso que sempre que ele responde uma pergunta por e-mail, de TV, Rádio ou Jornal, o veículo cita esse fato: – O prefeito respondeu por e-mail que… Curioso porque nunca dizem que o ministro respondeu por telefone, ou o deputado respondeu num gravador, ou que respondeu cara a cara num restaurante ou em seu gabinete. Por que a internet merece um destaque negativo, ou um “caco” como se fosse uma forma menor de responder a indagação de um repórter?
Hum… será? Dizer que alguém falou a um gravador claro que não, é bobagem, mas alguns jornais têm como padrão informar como se deu a conversação com um entrevistado. No caso do e-mail, pode se tornar informação essencial, pois justifica eventuais questões não rebatidas pelo repórter, naturais num papo pessoal.

2. A internet é um veiculo de comunicação, tanto quanto o telefone e a palavra, e ao mesmo tempo um meio de comunicação como a imprensa. Mas -como sempre- em períodos de mudança de padrão tecnológico, o hábito dificulta a compreensão de quem por anos opera da mesma forma, com saudades da gravata desapertada, da mesinha com papéis, da máquina de escrever, de um telefone que levava horas para chegar ao entrevistado, do bom papo no bar…
Pura verdade. A resistência a mudanças é uma característica do ser humano, não poderia ser diferente com os jornalistas. Ainda há profissionais em “redações de papel” que não checam e-mails (simplesmente por não considerar a tarefa importante) ou que gritam aos quatro cantos que, se fazem papel, fazem on-line, “afinal, jornalismo é jornalismo”. Não é.

3. Para os jornais só vale a entrevista com um gravador na mão e um fotógrafo do lado. Para o rádio só vale a entrevista com um gravador, estúdio ou telefone e a voz ao vivo. Para a TV só vale a entrevista com as imagens editadas do entrevistado respondendo.
É evidente que, para as mídias TV e rádio, as sonoras (declarações gravadas) são essenciais. No jornal papel, recomenda-se gravar todas as entrevistas para segurança jurídica (combater eventuais desmentidos). Na Internet, se eu tiver áudio e vídeo agregado ao texto, terei cumprido ainda melhor meu papel.

4. Na entrevista por e-mail a resposta vai editada e sucinta. Não há pergunta-pegadinha, não há foto, não há imagem editada, não há voz… Mas por outro lado há a vantagem -cada dia maior- de entrevistar, consultar, perguntar, esclarecer, a qualquer hora do dia e da noite. Ontem com equipamentos fixos, os comentários eram de que o entrevistado ficava sentado atrás de um micro, o dia inteiro. Mas esses comentários permanecem num quadro em que os equipamentos são móveis e miniaturizados, com antena e portanto a disposição do entrevistado e do repórter o dia inteiro em qualquer lugar.
É o que comentei no item 1: por e-mail, é mais difícil para o repórter retrucar e corrigir declarações sabidamente equivocadas. Em compensação, a disponibilidade e agilidade citadas por Maia são, até aqui, insuperáveis. Tanto que ele próprio, volta e meia, é pego por um jornalista mais ágil que responde ao mail-resposta com ponderações (Maia se comunica muito por e-mail), não é respondido e cita que sua réplica foi ignorada _ao menos até o horário de fechamento.

5. Num período de transição como ainda estamos por aqui, tudo isso choca e se torna incompreensível para uma cultura tradicional de imprensa. Isso atrasa a comunicação especialmente num mundo rápido. Alguns jornais pensam que a edição do jornal na internet deve ser uma reprodução eletrônica do jornal, quase que como uma cópia página a página. Na verdade o veículo com isso não muda. Todos os jornais do Rio fazem isso, pensando a internet como extensão do jornal. Não é!
Meia verdade: passamos desse estágio já, mas caminhamos lentamente. A Internet chegou aos jornais brasileiros exatamente assim, como a versão on-line da edição em papel. Hoje temos, em maior ou menor nível, atualização diária. Mas ainda grassa nas redações de papel um analfabetismo tecnológico assustador. Tanto que são poucos os veículos que possuem profissionais polivalentes, ou seja, que transitam pelos dois meios.

6. Na edição do jornal na internet com as matérias devem ser listadas verticalmente, sem diagramação, sem leads e ou manchetes ou destaques, o editor é cada leitor pessoalmente. Uma micro-noticia pode ser a noticia relevante para quem lê e não a que o editor daquela página gostaria. A ausência de fotos nas páginas internas na edição internética, rompe com a hegemonia da imagem e garante a hegemonia do texto, do conteúdo e a hierarquização feita pelo consumidor.
Aos trancos e barrancos e de forma oblíqua, Maia toca no ponto que muitos jornalistas (nem os exclusivamente on-line) perceberam: que a edição é, de fato, do leitor. Não apenas por causa do feed, mas pela possibilidade de escolher a ordem a leitura ou procurar o que deseja numa máquina de busca (os atalhos que fazem prever a gradual desimportância da home page).

7. O que hoje é percebido como mau uso do tempo ou ausência física, será em breve o cotidiano da imprensa, com a internet como vanguarda ou pelo menos entendida como meio com características próprias. A agenda externa fechada evita que a presença da cobertura da imprensa dramatize o contato com a população, sempre pronta para dizer o que a faz aparecer no dia seguinte ou no mesmo dia nas páginas, voz ou tela. E aí temos uma caricatura e não um retrato do fato, independente que a avaliação do repórter seja essa ou aquela, para abrir (rádio e jornal), ou fechar (TV) a matéria.
Não entendi nada. E você?

8. A liberdade de imprensa não pode ser vista só, como a liberdade dos meios de comunicação. É também a liberdade dos entrevistáveis que podem escolher seus métodos. Amanhã muitos que ainda não sabem, saberão que perderam tempo nestes tempos de mudança, e que o mundo da comunicação já não era/não é o mesmo.
A tecnologia assegura não só a liberdade do entrevistado, como também a da ex-audiência, cada vez mais dotada de recursos antes exclusivos dos profissionais de comunicação. É o “We the Media” preconizado por Dan Gillmor. Aqui, o prefeito acertou na mosca.

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