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Hoje o banner publicitário na internet completa 15 anos. Em 27 de outubro de 1994, o site HotWired (a primeira revista web da história, fundada em 1994) criou o formato, cobrando US$ 60 mil (os valores são da época) da AT&T por 24 semanas de exibição.
No início, a novidade provocou problemas hoje inimagináveis. Claro, boa parte dos potenciais anunciantes nem sequer possuía um site. Logo, linkar pra onde o banner? Alguns optaram por sites ainda em construção, estratégia certamente catastrófica.
Saudado como a grande possibilidade de monetização das operações digitais, o banner ainda persiste, hoje sem carregar o peso dessa (falsa) responsabilidade. Pudera: Jakob Nielsen, mestre da usabilidade, comprovou em suas pesquisas que o usuário simplesmente ignora essas mensagens publicitárias _tudo que está fora do campo de visão do padrão f é como se não existisse.
Amado e odiado, o banner veio pra ficar? Não responda ainda: a publicidade on-line também evoluiu. E está descobrindo maneiras mais efetivas de chamar a sua atenção.
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Saiu hoje um novo estudo sobre as características da leitura on-line. Nosso amigo Jakob Nielsen, um especialista no assunto, analisou o trabalho de pesquisadores alemães para dar uma atualizada em seus escritos, que já têm mais de dez anos.
A conclusão agora é que as descobertas de 1997 ainda estão valendo, com o acréscimo da seguinte constatação, feita após a análise da leitura de 59.573 page views: na média, um ser humano lê apenas 20% das palavras escritas num texto emitido por um monitor (o máximo que esse número chega é 28%).
Isso confirma a descoberta do próprio Nielsen, de que as pessoas simplesmente não lêem quando estão no computador, mas escaneiam palavras.
Outro dado bacana levantado pelos pesquisadores alemães é que o “back” (essa função aí no canto superior esquerdo do seu navegador e que serve para voltar à página visitada imediatamente antes) foi relegada à terceira mais clicada pelos internautas, atrás do hiperlink e, agora, de botões diversos que novas plataformas espalharam pelas páginas.
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Um novo estudo sobre o comportamento do olho humano diante de uma tela de computador foi feito pelo Poynter Institute. A imagem aí acima mostra um esquema do que foi descoberto pelo experimento com 46 pessoas.
A tendência de dar mais atenção ao canto esquerdo corrobora as descobertas de Jakob Nielsen e seu Padrão F. Mas há um detalhamento mais apurado sobre as outras áreas do monitor. Lembrando que são pesquisas como essas que ajudam jornalistas a valorizar coisas nas homes pages e páginas internas. E, claro, auxiliam anunciantes a saber onde exporem suas marcas.
O site Acessibilidade Legal analisa a pesquisa aqui. Ou vá direto aos originais em inglês ou espanhol.
A dica foi de Leopoldo Godoy, que comanda o valoroso 8bitsemeio.
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Mestre Jakob Nielsen sai da tumba para apresentar mais um informe sobre usabilidade.
Desta vez, o “ómi” critica a distribuição de conteúdo por páginas de Internet escolhidas a dedo. E o recado é claro para quem edita: o uso de uma palavra, num pé de lista de notícias qualquer, pode fazer a diferença.
Combatido (ainda bem), Nielsen ainda dá as cartas.
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Eu aqui apregoando o fim da home page, e gente como o webdesigner Wilbert Baan, do jornal holandês Volkskrant, pensando em soluções para a página inicial do veículo na Internet.
As novidades começam no topo, com o que Baan apelidou de “rio de notícias”: uma linha do tempo das últimas 24 horas mostrando a quantidade de notas publicadas pelo site.
Na coluna do lado direito, as notícias mais recentes. No pé, fotos recentes, links para redes sociais e listas de mais lidas e mais enviadas por e-mail.
E, viva, dane-se o Padrão F de Jakob Nielsen.
Quem analisa a novidade tim-tim por tim-tim é nosso amigo Paul Bradshaw.
E esquenta a discussão. Eu não disse, mas pensei: tava faltando webdesigner nessa conversa…
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Falamos tanto de usabilidade outro dia, e hoje descubro pelo utilíssimo Blog do Gjol (do pessoal de jornalismo da Federal da Bahia) que já tem site brasileiro falando só sobre o assunto.
Para quem reclamou que as pesquisas de Jakob Nielsen são todas em inglês, eis uma chance (quem sabe?). Mas aquele velho bordão persiste: o mundo é inglês, e normalmente sem legendas.
A usabilidade às vezes é chata, às vezes é muito técnica, é bastante teórica… Mas acredite: tem tudo a ver com edição. A usabilidade é a diagramação da web. Saber mais um pouco sobre isso não arranca pedaço, não… E tem mais, ajuda o jornalista a se livrar das cascatas do webmaster/designer.
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Nesta sexta (4/4) vamos conversar mais um pouco sobre os exemplos que nosso amigo Charles Foster Kane nos deixou para o exercício do jornalismo.E, para não ficar só com o lado B, vamos relembrar um pouco mais a heróica resistência de editores brasileiros à ditadura militar contando, entre outras coisas, sobre as receitas de bolo e poemas que ocupavam as matérias censuradas pelo regime em “O Estado de S.Paulo”.
Depois falaremos sobre essa obsessão minha em tentar nos livrar da monocultura do Google (a conclusão vocês já sabem, é quase impossível), sobre como foi, no mundo, o “Dia sem Google” e porque, afinal, uma máquina de busca tem tanto a ver com jornalismo _até já comentei aqui: além da óbvia ferramenta de pesquisa para os jornalistas, estudos apontam que a cada dia que passa são os serviços de busca que levam os usuários às nossas matérias, não uma home page bonita e empolada.
Aproveitando que o papo foi para a web, conversaremos também sobre Jakob Nielsen, o papa da usabilidade (mas há bispos e cardeais bons também). Nielsen defende que nosso texto siga as regras da pirâmide invertida (mas ressalta a importância dos hiperlinks).
Não vejo choque, portanto, com o conceito da pirâmide deitada (proposta por Ramón Salaverría em 1999 e consolidada por João Canavilhas no texto que, enfim, discutiremos em sala de aula).
E as tarefas do segundo tempo, não rolam? Rolam sim:
1) Pesquise sobre o uso do Twitter, especialmente no jornalismo. Cadastre-se no site e tente enviar uma seqüência de três mensagens.
2) Já escreveu textos no Wikinotícias? Corra, senão a surpresa na prova no dia 18/4 será bem chatinha…
3) E os canais de jornalismo participativo nos sites brasileiros? Vimos, testamos, nos cadastramos? Não? Então vamos lá?
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Quantos anos você tem? Se tiver chegado aos 25, saiba que a partir de agora sua capacidade de realizar tarefas na Internet diminuirá 0,8% ao ano. Como a progressão é linear, isso significa que em dez anos você irá demorar 8% mais tempo para fazer as mesmas coisas diante do computador.
A descoberta é de um estudo do venerável Jakob Nielsen, um mestre na arte de decifrar os mistérios da navegação na web (a “usabilidade“, como se batizou).
O estudo aponta que a nossa gradual lerdeza Carnaval após Carnaval tem raiz na deterioração dos recursos cognitivos, da acuidade da visão, redução da capacidade de armazenar dados e habilidades motoras. Tudo muito próprio do processo de envelhecimento.
Nielsen já apontou, em 1997 (e desde então não foi desmentido), que a média dos humanos olha uma página na rede seguindo o padrão F _ou seja, nosso olho tende a destacar, ao focar uma tela de computador, os elementos que estão dispostos como esta letra da alfabeto (isso explica porque as homepages costumam ser tão parecidas, com a fórmula manchete forte + imagem ao lado, e outra coisa forte mais abaixo, normalmente um anúncio).
No Brasil, o portal noticioso que mais se aproxima da detecção de Nielsen é o G1, embora todos os outros tragam essa disposição como conceito básico.
Um consolo para quem já se vê como um projeto de dinossauro: segundo Nielsen, quanto mais anos de uso da Internet, melhor a capacidade de reduzir a perda de habilidade, que ele decreta ser inevitável.
Portanto… treine.
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