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Entradas etiquetadas como ‘jornais gratuitos’

Alemanha já tinha jornal gratuito em 1882

Agosto 13, 2009 · Deixe um comentário

A imprensa gratuita, que tem jogado um papel decisivo em tempos de crise dos jornais, positivamente não é um fenômeno recente. Apenas lhe demos mais atenção agora, depois de descobrir que, em países como Portugal e Espanha, ela responde por uma fatia considerável da circulação diária _apesar da crise, que fechou e enxugou veículos distribuídos de graça.

No Brasil, por exemplo, pouca gente se lembra de que temos um gratuito pioneiro, o Metronews, desde 1974 e que até hoje está nas ruas.

Mas o recém-lançado livro Gratis-Tageszeitungen in den Lesermärkten Westeuropas (ou Jornais Gratuitos no Mercado Ocidental, em tradução livre), de Nomos Verlag, vai bem mais além: a obra identifica o jornal alemão General-Anzeiger für Lübeck und Umgebung, fundado em 1882, como o primeiro produto jornalístico gratuito da história.

Se quiser se aventurar, a história do jornal está aqui, em tradução macarrônica do Google. Ela conta que, de fato, o jornal começou distribuído de graça, e basicamente exibindo anúncios, duas vezes por semana.

E a gente fica aqui, pensando em como reiventar a roda…

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Notícia = R$ 0,00

Abril 10, 2009 · 8 Comentários

Jornais gratuitos dispensados em ônibus nos EUA: superdescartáveis?

Jornais gratuitos dispensados em ônibus nos EUA: superdescartáveis?

Vi um jornalista se queixar dos jornais gratuitos outro dia. Disse que eles roubam público dos jornais pagos.

Besteira. Agora zero é o preço da notícia _e de tantas outras coisas, como detectou Chris Anderson, editor da revista Wired.

Ao mesmo tempo, o jornalista queixoso (Adam Tinworth) propõe uma questão bacana: assim como são distribuídos facilmente, seriam os jornais gratuitos dispensados tão rápido quanto? A ideia lhe passou pela cabeça ao ver uma pilha deles abandonado num ônibus.

Bem crível.

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Por economia, jornal abre mão de agência de notícias

Março 31, 2009 · 4 Comentários

O uso do conteúdo de agência de notícias sempre foi uma forma de jornais pequenos garantirem o fechamento de suas páginas, ainda que com material pasteurizado, não personalizado, produzido em série.

Há milhares de publicações no mundo que simplesmente não ficariam prontas diariamente não fossem os despachos de Associated Press, Reuters, France Presse e EFE, apenas para citar as quatro mais importantes.

Agora, estes mesmos jornais estão simplesmente cancelando seus contratos com as agências. É um novo sintoma da crise no jornalismo impresso nos Estados Unidos.

Foi o caso do gratuito Metro, que nos EUA publica edições em Nova York, Boston e Filadélfia e abriu mão do acordo com AP, que manda neste mercado no país. Na lógica da operação, o futuro da publicação está diretamente ligado a sua capacidade de produzir conteúdo original _ainda que a redação, minúscula (no ano passado, com queda de 30% no faturamento publicitário, 27 pessoas foram demitidas).

O Metro americano seguirá utilizando matérias de mais de 100 edições da empresa pelo mundo (inclusive o Brasil), além de conteúdo de Reuters e Bloomberg.

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Quem precisa ser salvo: o jornal ou o jornalismo?

Fevereiro 12, 2009 · 5 Comentários

A busca “save” + “journalism” + “newspapers” é o hype da nossa profissão. A mídia repercute o apelo de Walter Isaacson pela salvação dos jornais americanos publicado na Time e também no Huffington Post, belíssimo exemplo de mídia independente nascida na Internet e que ajudou a confrontar o monopólio da imprensa em papel (note a “sutil” diferença entre os títulos do artigo numa e noutra publicação).

O próprio HuffPo, em outro texto bastante lúcido, pontua corretamente que quem precisa ser salvo são os jornais, não o jornalismo. O advento da tecnologia e novas mídias, pelo contrário, só trouxe benefícios à função de apurar/filtrar/difundir notícias.

De novo, e para não perdermos o foco, esse cenário de guerra todo diz respeito, no momento, a Estados Unidos e alguns países europeus, notadamente os mais desenvolvidos. Em Londres, o Times acaba de promover um passaralho. Na Espanha, jornais gratuitos (um sucesso nas ruas, mas um fracasso comercial) fecham as portas.

No Brasil (assim como em outros países emergentes), ainda há bastante espaço para o jornalismo impresso crescer. Milhões de pessoas atravessaram há pouco a linha da pobreza e, certamente, ainda haverá mercado (arrisco a dizer por décadas) para esse tipo de produto.

É por isso, talvez, que por aqui a discussão sobre o fim do jornal impresso ainda seja tão incipiente. Nossos veículos se escoram em pequenas vitórias _como uma desaceleração menor do que a esperada no faturamento, por exemplo_ para justificar o adiamento do debate.

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A divergência de mídias venceu?

Janeiro 29, 2009 · 2 Comentários

Em tempos de convergência, surpreende a decisão do diário gratuito espanhol 20 Minutos, que decidiu separar suas redações on-line e papel após dois anos de experiência conjunta.

Joan Domene, diretor do jornal, admitiu que usou a fórmula para bombar o site do diário, que está entre os mais lidos e de maior circulação na Espanha. “Tínhamos um site modesto e um jornal em papel potente”, afirmou.

Na verdade, Domene tem mais com o que se preocupar: os gratuitos, cujo modelo de negócios ainda é uma incógnita apesar da inegável receptividade do leitor _basta dizer que, por causa deles, a circulação global de jornais em 2007 cresceu quase 5%_, foram atingidos em cheio pela crise econômica mundial.

Tanto que o Metro, um dos mais bem-sucedidos projetos na área dos gratuitos, anunciou hoje que encerrou suas operações na Espanha.

O problema a superar agora nem diz respeito à convergência, mas à sobrevivência.

Via @tarushijio  e Blog do Gjol.

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Conversações sobre o jornal impresso

Dezembro 18, 2008 · 4 Comentários

A discussão agora começa a se encaminhar: que utilidade nós (profissionais da área e leitores) daremos ao jornal impresso em papel nos próximos anos?

Apesar de o cenário não estar claro, me parece evidente que o produto não acabará. O jornal, da maneira que é feito hoje, ainda tem “garrafa vazia para vender”. Não fosse assim, os portais de Internet não abririam suas atualizações diárias replicando reportagens de seus ancestrais. Só isso já é uma demonstração da utilidade de editores experientes e reportagem ostensiva.

James Surowiecki diz, em artigo na New Yorker, que um veículo como o The New York Times não é menos lido do que antigamente. Muito pelo contrário: graças à Internet, o consumo de suas notícias nunca foi tão alto. A questão é que, via Web, ele não custa nada. Ao mesmo tempo, derrubar a barreira do conteúdo pago explica porque o acesso a seu conteúdo aumentou. É uma equação nítida.

Eu mesmo cheguei a imaginar um cenário em que os jornais em papel também passariam a ser gratuitos, cobrando por serviços como, por exemplo, a entrega do exemplar em casa. Porém já houve jornais que cancelaram esse plus alegando redução de custos.

Felix Salmon avança um pouco mais na discussão e aponta que a notícia sempre foi gratuita. Na verdade, durante décadas os leitores pagaram para receber anúncios, não informação. Sim, são os anúncios (não as assinaturas ou venda em bancas) que mantêm o negócio jornal vivo.

E, pelo menos no Brasil (cheque o seu jornal de hoje, forrado de cadernos extras para abrigar ainda mais peças publicitárias), o negócio segue em expansão.

Nessas conversas sobre futuro do jornal impresso, lembre-se sempre de separar o mundo em pedaços. O colapso de empresas jornalísticas nos EUA, por exemplo, não encontra equivalência na Europa ou na América do Sul _e mesmo na África, onde o mercado dos gratuitos (que comprovadamente impulsionaram os pagos) ainda é ínfimo e tem muito a crescer.

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Após férias, gratuito mais antigo da Europa ‘desaparece’

Setembro 18, 2008 · 1 Comentário

Considerado o jornal gratuito mais antigo da Europa (alguns dizem do mundo, mas não conhecem o Metrô News, distribuído em São Paulo desde 1974), o Mini Diário não voltou das férias de verão (sim, absurdo, mas até jornais tiram férias na Europa).

Daí surgiu a informação de que o periódico, que tinha edições diárias em duas cidades (Valencia e Alicante) simplesmente fechou as portas. A última vez que ele deu as caras foi em 11 de julho, quando “saiu para veranear”.

Nem seu site oficial dá uma pista concreta sobre o destino da publicação, criada em 1992 e vendida em 2006 a uma dupla de empresários que abraçou dívidas (no geral, o negócio gratuito ainda anda no vermelho, mas caminhando a passos largos para o azul) mas que manteve uma circulação declarada de 73 mil exemplares diários.

Se confirmado, é o primeiro viés importante do jornalismo gratuito em papel, responsável pelo crescimento das tiragens no mundo todo, nos últimos anos.

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Mais um round da briga pagos versus gratuitos

Setembro 15, 2008 · Deixe um comentário

Mais pistas sobre a corrida jornal pago versus jornal gratuito, agora na França. Estudo da Audipresse divulgado hoje mostra que o índice de leitura dos jornalões franceses subiu 7,4%. Suas vendas, porém, caíram 1,8%.

Enquanto isso, a leitura dos gratuitos ganhou 12,5% mais simpatizantes _lembrando que é um jornal de graça, o multinacional 20 minutes, o mais lido do país.

Vamos as tiragens: os pagos, somados, imprimem 8,7 milhões de exemplates por dia. Os gratuitos, 4,2 milhões.

Para se acompanhar.

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Gratuitos dão banho em Portugal

Setembro 6, 2008 · 2 Comentários

Dados mais recentes da circulação de jornais em Portugal mostram com clareza a força dos jornais gratuitos no país _o que já se verifica como tendência em outras nações européias, casos de Espanha e França.

Global (204 mil exemplares/dia), Metro (177 mil) e Destak (171 mil), todos entregues de graça nas ruas, ocupam as três primeiras posições da lista. Só depois vêm os vetustos (e pagos) Correio da Manhã (115 mil) e Jornal de Notícias (106 mil).

Em sexto lugar, ainda aparece o Meia Hora (73 mil), também gratuito.

Que o modelo é um sucesso de audiência, não há dúvida. A equação a ser resolvida agora envolve o faturamento (nos gratuitos, 100% dele vem da publicidade). Todos os veículos gratuitos ainda estão no vermelho, mas acreditam que reverterão a tendência a partir de 2009.

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Projeto em Jornalismo Impresso I – Aula quatro

Setembro 5, 2008 · Deixe um comentário

O papo da quarta aula de PJI I começa pelo conceito da economia do grátis de Chris Anderson e avança rumo aos gratuitos no jornalismo diário, feitos para “o cidadão que anda a pé”.

Pegamos carona no sucesso dos jornais de graça (e relativizamos esse triunfo, mostrando onde se deu e onde não se deu esse toque de midas) para contextualizar o momento da notícia na sociedade da informação: sim, ela virou uma commodity, infelizmente.

Na atividade do segundo tempo, vamos comparar dois dos gratuitos mais distribuídos no mundo, Destak e Metro (em suas versões paulistanas) e perceber graficamente que peças poderão ser úteis para o projeto que pretendemos fazer, além de criticar soluções equivocadas e ausência (ou presença) de jornalismo.

Lembrem que a leitura de “O Destino do Jornal” (páginas 59 a 89) é importante para compreendermos a percepção que os usuários têm das mídias (trata-se de ótima pesquisa qualitativa).

Leia mais sobre as teorias de Chris Anderson e também a respeito do declínio do jornalão e ascensão do gratuito.

Os slides da aula já estão on-line. Até esta sexta!

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