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Entries tagged as ‘Philip Meyer’

A vigília da morte dos jornais

Abril 30, 2008 · 1 Comentário

Agora é a Advertisig Age que, na primeira reportagem de uma série especial, analisa a gradual perda de dinheiro, leitores e importância dos jornais impressos.

A análise se restringe aos Estados Unidos, seus 1.437 diários (desde 1940, 441 fecharam) e um cenário com gigantescas quedas de faturamento publicitário.

No Brasil, a realidade é outra: em boa parte por causa do aquecimento de lançamentos imobiliários, a receita dos jornais subiu (é por isso que aos sábados e domingos você recebe cadernos extras, como “Cotidiano 1″ e “Cotidiano 2″ ou “Internacional 1″ e “Internacional 2″, forrados de anúncios: simplesmente não há páginas suficientes para abrigá-los).

A estrada rumo à irrelevância, porém, parece sem volta, tanto cá como lá.

“Quando um leitor offline morre, ele não é mais substituído”, diz Jeffrey Cole, do Center for the Digital Future da Universidade da Carolina do Sul, citado pela Ad Age.

Cole é mais um a se aventurar no perigoso terreno das previsões, como já fizeram o acadêmico Philip Meyer e até o Fórum Econômico Mundial. “Quanto tempo os jornais ainda resistirão? Uns 20 ou 25 anos”, decreta.

A matéria relata iniciativas interessantes de periódicos que tentam prolongar sua sobrevida. Como o pool de oito jornais de Ohio que, para reduzir custos, intercambiam reportagens. Ou a medida desesperada do Lakewood Observer, que restringiu sua publicação em papel para edições quinzenais, mas é atualizado diariamente on-line.

A opinião mais severa é de Lauren Rich Fine, ex-analista de mídia da Merryl Linch. “Eu não acredito mais nessa indústria como algo lucrativo”.

A ver.

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O jornal-papel não acaba, mas pode acabar…

Abril 20, 2008 · 1 Comentário

O Editor’s Weblog colocou no ar mais um entrevista com jornalistões analisando o presente e o futuro das edições em papel.

Jonathan Landman, do The New York Times, foi confrontado logo de cara com previsão feita no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sobre o fim do jornal-papel em 2013 _mais sombria que a do professor Philip Meyer, que enxerga o crepúsculo das edições forro de gaiola apenas em 2043.

“Duvido. Grandes jornais têm leitores fiéis que gostam de sentir a experiência de ler um jornal”, afirmou ele. E eu assino embaixo. Essa coisa catastrofista de “vai acabar” já deu errado três mídias atrás.

Agora, o Landman diz que o papel pode, sim, ir pro vinagre no dia em que “um substituto eletrônico combine a portabilidade e facilidade de leitura com conectividade e elementos multimídia” numa data em que ele não sabe precisar.

Portabilidade, facilidade de leitura, conectividade e multimídia são, todos, elementos já presentes na web atual. E um dispositivo como o papel eletrônico está em vias de ser produzido em grande escala.

Xiii, então o jornal impresso vai acabar?

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Enquanto o jornal impresso não acaba…

Abril 14, 2008 · Não Há Comentários

A apocalíptica previsão do professor Philip Meyer de que a última edição de um jornal impresso irá às ruas no primeiro trimestre de 2043 fica martelando na cabeça daqueles que, como eu, têm bastante tinta correndo nas veias.

Meyer é um cara que entende das coisas (seu livro, traduzido no Brasil para “Os Jornais podem desaparecer?“, deixa isso claro), mas este tipo de previsão costuma ser chute tipo o pênalti do Baggio na final da Copa de 94. No caso de Meyer, hoje aos 78 anos, é até confortável, porque ele não estará aqui para ver.

O declínio do jornal imprenso, porém, é flagrante. Desde 1984 ele vem perdendo leitores e vê dizimado seu poder de angariar anunciantes.

Por isso que trabalhos como os mostrados agora no blog espanhol La Buena Prensa são bacanas. Ali, valorizam-se soluções espertas de diagramação, a grande companheira do conteúdo, da clareza e do leitor, claro.

Uma página como a abaixo mostra que tem coisas que só o jornalismo impresso pode fazer por você.

 

Página especial do El Correo

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