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Google é processado por roubar conteúdo

Maio 30, 2008 · 2 Comentários

Em bloco, jornais da Bélgica entraram na Justiça contra o que consideram armazenamento ilegal de conteúdo. O réu? Ele, o Google.

A questão já se arrasta desde o ano passado, quando o supermega site de busca (que realiza 98% das operações do gênero na Internet) perdeu ação em primeira instância. Os veículos querem indenização de 49 milhões de euros (mais de R$ 124 milhões). Em setembro, a Corte Suprema da Bélgica julgará a apelação.

O alvo da ação dos jornais belgas é o serviço Google News, objeto de freqüente disputa jurídica. No Brasil, por exemplo, o portal Terra conseguiu, por meio de um acordo, que seu conteúdo não fosse indexado. As empresas jornalísticas entendem que se trata de uso indevido de material protegido por leis de direito autoral.

No entedimento do Google, o serviço é uma espécie de favor, pois “aumenta consideravelmente a audiência dos sites noticiosos”, segundo afirmou um porta-voz da empresa.

Pode ser: The New York Times e Le Monde, só para citar dois casos, estão entre os jornais que saíram do sistema com a mesma argumentação e, meses depois, pediram para voltar.

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Ponto final

Maio 2, 2008 · Não Há Comentários

O The New York Times relata o fim da edição impressa do The Capital Times, de Madison (Wisconsin), após 90 anos.

O periódico seguirá on-line. E bem pobremente, pelo que se supõe olhando sua confusa home page.

E segue a vigília da morte dos jornais que a Advertising Age está “cobrindo”.

Andrew Keen analisa hoje, no The Guardian, a “espiral de morte” dos jornais, como definiu. E diz que a culpa é nossa, inclusive da própria imprensa.

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O jornal-papel não acaba, mas pode acabar…

Abril 20, 2008 · 1 Comentário

O Editor’s Weblog colocou no ar mais um entrevista com jornalistões analisando o presente e o futuro das edições em papel.

Jonathan Landman, do The New York Times, foi confrontado logo de cara com previsão feita no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sobre o fim do jornal-papel em 2013 _mais sombria que a do professor Philip Meyer, que enxerga o crepúsculo das edições forro de gaiola apenas em 2043.

“Duvido. Grandes jornais têm leitores fiéis que gostam de sentir a experiência de ler um jornal”, afirmou ele. E eu assino embaixo. Essa coisa catastrofista de “vai acabar” já deu errado três mídias atrás.

Agora, o Landman diz que o papel pode, sim, ir pro vinagre no dia em que “um substituto eletrônico combine a portabilidade e facilidade de leitura com conectividade e elementos multimídia” numa data em que ele não sabe precisar.

Portabilidade, facilidade de leitura, conectividade e multimídia são, todos, elementos já presentes na web atual. E um dispositivo como o papel eletrônico está em vias de ser produzido em grande escala.

Xiii, então o jornal impresso vai acabar?

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A morte do escudeiro maltrapilho

Março 31, 2008 · Não Há Comentários

Falamos deles outro dia, quando abordamos a representação do jornalista no cinema, e ontem morreu Dith Pran, fotógrafo cambojano que era o protótipo do escudeiro leal, maltrapilho e disposto a morrer para ajudar seu parceiro jornalista. Um personagem que virou clichê nos filmes dos anos 80, mas que neste caso era verdadeiro.

Pran foi tradutor e faz-tudo do jornalista do The New York Times Sydney Schamberg, enviado ao Cambodja em 1975 para cobrir o golpe que colocou no poder o marxista sanguinário Pol Pot. Como conhecia os atalhos, Pran levou o repórter americano a locais onde se acumulavam caveiras e corpos (como mostra este documentário).

Impedido de deixar o país (só Schamberg pôde sair do Cambodja, e lamentou para o resto da vida ter deixado o amigo para trás), Pran foi preso e torturado por quatro anos, até que se conseguiu passar por um iletrado camponês (o regime de Pol Pot matava as pessoas que pareciam esclarecidas) e fugiu para os EUA, onde acabou contratado pelo NYT e criou uma fundação para ajudar as famílias das vítimas do genocídio.

Da cama do hospital, onde lutava contra o câncer, Pran deu uma entrevista ao NYT poucos dias antes de morrer.

É uma coincidência, já que na quarta passada, e também de câncer, morria Philip Jones Griffiths, fotógrafo que teve papel importante na Guerra do Vietnã.

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