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25 de junho de 2009 entrou para a história da web, assim como 11 de setembro de 2001. É certamente um dos dias de maior acesso global à rede. Pudera: Michael Jackson morreu.
Um vídeo impressionante registra a evolução da audiência do The New York Times a partir do momento em que a notícia foi confirmada. Loucura.
Só faltaram os números da audiência, né? Podiam ser um counter como o que contava as horas…
Mas no conjunto da obra representa bem o que podemos fazer na web, e com simplicidade.
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“Eu me lembro de ter cruzado essa linha e dito para mim mesmo ‘cara, eu não vou fazer isso de novo. Amanhã, voltarei para o lado do bem e farei as coisas como se supõe que elas devem ser feitas’”.
A frase é de Jayson Blair sobre um deslize cometido logo após os ataques de 11 de setembro, quando inventou o nome de um personagem de uma reportagem. Segundo ele, teria sido a primeira mentira de uma série que levou sua carreira à ruína.
Responsável pelo maior escândalo da história de 158 anos do New York Times, Blair foi demitido em 2003 após confessar que havia inventado aspas, fatos e personagens. Atualmente ele trabalha numa clínica psiquiátrica onde também se submete a tratamento.
Ontem, voltou a circular num ambiente jornalístico ao palestrar para estudantes da Universidade Washington e Lee, em Lexington, numa cadeira sobre ética.
É sempre bom manter vivo na lembrança o caso Blair e suas consequências.
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Mesmo sem fazer dinheiro (pelo contrário, torrando orçamento), o The New York Times continua investindo fortemente em inovação na web.
Agora o jornal põe à disposição o seu portfólio de experimentações voltadas para manter o usuário por mais tempo dentro do site _o tempo de permanência é, hoje, a moeda mais poderosa da internet, superando por muitas cabeças o page view ou a visita única.
Tem todo tipo de aplicativo, e para diversas plataformas.
Mais uma fonte inspiradora para quem procura boas soluções, o tema que predominou nas discussões desta semana por aqui no Webmanario.
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Retrato sombrio: uma banca de jornal nos EUA (Foto: Bruce Gilden/Magnum, for The New York Times)
A Revista do New York Times traz em sua edição mais recente a história de Brian Tierney, que toca na corda-bamba dois jornais diários na Filadélfia (Inquirer e Daily News).
É um belo relato dos nossos tempos. Para ler com calma.
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“Blockbuster mentality” ou relevância jornalística? Que caminho seguir quando se faz jornalismo na internet?
Eu costumo dizer que não pode ser o objetivo de ninguém manter um site que não seja acessado. Seria frustrante profissionalmente e uma catástrofe em termos de negócio.
Ao mesmo tempo, abandonar os preceitos do bom jornalismo apenas em troca de cliques a mais, convenhamos, é desabonador.
Temos observado, na web, os dois lados da moeda.
Não vejo absolutamente nenhum problema em se pensar o conteúdo a partir do interesse do leitor. É assim que se começa a desenhar um veículo sintonizado com sua audiência.
Agora, fazer como diz que faz o NYT (segundo o editor de área Jim Roberts, nenhuma decisão tomada leva em consideração o comportamento do usuário) é ridículo ou mentira.
Não é possível editar um site noticioso sem a participação dos leitores. Senhores, isso se chama jornal impresso, produto bem por isso em desuso.
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O Le Monde conheceu por dentro o NYT Lab, onde desde 2006 um grupo de jovens testa e desenvolve novidades que possam ser usadas na entrega do produto jornal para um público cada vez mais qualificado e dotado de recursos tecnológicos.
O jornalão francês conta, por exemplo, que são 25 mil os assinantes (por US$ 13,99 mensais) da versão do NYT para o Kindle, o leitor digital criado pela Amazon.
Michael Zimbalist, diretor do NYT Lab, diz que hoje não há um único jornalista do Times que trabalhe apenas para a versão impressa do periódico. É uma informação que eu não posso confirmar, mas que se for verdadeira é fantástica.
Se você quiser conhecer novidades que ainda estão testadas e desenvolvidas pelo laboratório de última geração, fique atento à tag “protótipos” do blog do lab.
(via Ramón Salaverría)
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Jason Preston, no sempre bacana Eat Sleep Publish, nos conta de uma pesquisa do New York Times com seus assinantes da edição impressa na qual pergunta, entre outras coisas, “que tal pagar US$ 2,50 mensais pelo acesso ilimitado ao site do jornal?”.
Peralá, mas o assinante da edição impressa já tem acesso ilimitado ao site. Que história é essa?
Notem que a insanidade do conteúdo pago voltou com tanta força que propostas estúpidas passaram a ser feitas como se o consumidor de notícias fosse um tolo qualquer.
É mais um exemplo de desespero de quem não consegue se vender como produto viável em plataforma alguma.
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A edição dominical do jornal espanhol ABC traz uma materinha interessante sobre o TMZ, site especializado na cobertura de celebridades “guindado a uma espécie de The New York Times” depois que deu o furo do ano: a morte de Michael Jackson.
No texto, o correspondente Pedro Rodríguez lembra que acompanhar a vida de famosos faz parte da própria história do jornalismo americano.
A questão com a TMZ, agora, é manter uma imagem mais jornalística do que a de caça-famosos que permeia seus quatro anos de vida.
Seu fundador, o advogado Harvey Levin, de 58 anos, diz que tudo é jornalismo.
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Dos Estados Unidos, quem diria, vem uma notícia auspiciosa para o jornalismo: editores e repórteres de jornais impressos não dominam mais a concessão de bolsas de pesquisa científica no país.
Segundo o New York Times, em quatro dos programas mais conhecidos (Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusets, Stanford e Michigan), caiu de 29 para 11 o número de jornalistas empregados pela mídia tradicional. Também diminuiu bastante a quantidade de jornalistas que trabalham em revistas e agências de notícias.
“A mídia agora é muito mais ampla”, conta James Bettinger, diretor da John S. Knight Fellowships, em Stanford. “Estamos tentando reconhecer esse fato e aproveitá-lo. Uma das coisas que nos parecem claras é que muitas inovações poderosas não virão do jornalismo tradicional. Este ano, escolhemos dois consultores de mídia que tradicionalmente não seriam considerados jornalistas.”
Há outra explicação para o desaparecimento gradual dos coleguinhas de redação entre os agraciados com bolsas de pesquisa nos EUA: o fato de os jornais dificultarem sua liberação para este tipo de curso e, pior, o medo dos profissionais de perder o emprego caso apostem na empreitada acadêmica.
Ainda assim, Bettinger tocou no ponto. O ambiente nada favorável a inovações que ainda toma conta das redações, especialmente a de jornais tradicionais, não sugere que seus quadros tragam, à universidade, alguma colaboração que realmente valha o pagamento de uma bolsa.
Exemplos, aliás, temos aí aos montes: a quantidade de bobagem na qual a academia tem se debruçado (e isso inclui o Brasil, claro) e desperdiçado dinheiro nos últimos anos é notória. Você conta nos dedos os trabalhos que realmente agregaram alguma coisa à evolução da profissão.
Mas agora, sem a predominância de jornalistas de jornalões, existe uma boa de possibilidade de chegarem, à esfera acadêmica, reflexões e detecções que ajudem mais rapidamente o combalido jornalismo a reagir, mudar e se adaptar a um novo paradigma comunicacional e informacional.
Otimismo demais?
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Já saiu do forno o livro “Jornalismo Integrado: Convergência de Meios e Reorganização de Redações“, editado pela Universidade de Navarra.
A obra estuda em profundidade oito casos de jornais que optaram por integrar suas redações em papel e on-line. São eles: Daily Telegraph, Tampa News Center, Schibsted, O Estado de S.Paulo, The New York Times, Guardian, Clarín e Financial Times.
O estudo de cases é muito relevante neste momento, em que diversos outros veículos estão optando pela fusão de conteúdos para, enfim, atingir a tão sonhada convergência (quando todo o trabalho jornalístico é pensado em várias dimensões e plataformas).
Como aperitivo, o capítulo sobre o Daily Telegraph, considerado modelo mundial no tema.
ATUALIZAÇÃO: Minha amiga Ana Estela, aí embaixo, nos comentários, faz uma observação bem importante: “Era bom ressalvar que o livro é francamente integracionista e que tem gente ali no meio que vende consultoria para quem quer fazer Redações integradas… Ou não?”
Sim, completamente. Salaverría, por exemplo, viaja o mundo vendendo um modelo que não foi ele quem criou. Tem sido assim com alguns outros personagens de Navarra: ocuparam bastante espaço, mas com um discurso difuso e que, muitas vezes, assemelha-se a autoajuda.
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