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Entradas etiquetadas como ‘twitter’

Qual o destino dos blogs, simplesmente acabar?

Novembro 25, 2009 · 6 Comentários

Qual o futuro dos blogs? É uma discussão importante, especialmente num momento em que as redes sociais estão, em boa medida, tomando o lugar dos diários pessoais e inserindo a conversação num aspecto verdadeiramente público e de duas mãos.

A conversa foi um dos temas centrais do World Blogging Forum, encontro realizado na segunda quinzena de novembro em Bucareste (Romênia).

Três conclusões básicas: os blogs, em sua maioria, não serão rentáveis; os governos e o poder político entrarão com força total nessa seara tentando utilizar a plataforma em seu benefício; e as redes sociais, com o Twitter na linha de frente, representarão uma ameaça à relevância da ferramenta.

Esta última, aliás, já se nota: há tempos os comentários se mudaram dos blogs para as redes sociais, O público discute em tempo real as observações/divagações dos blogueiros, sem precisar passar pela moderação no próprio blog gerador do conteúdo.

A blogagem em países não democráticos, porém, tende a manter sua importância especialmente na esfera externa, onde o resto da informação é blindada e nunca chega, ou demora muitíssimo a chegar.

Quem nos conta esse relato é Darío Gallo, editor geral do noticioso argentino Perfil.com.

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Mais conversas sobre a publicação pessoal

Outubro 18, 2009 · 3 Comentários

Na sexta-feira encerrei mais um pequeno curso (uma conversa, na verdade) sobre a era da publicação pessoal para a 48ª turma de trainees da Folha de S.Paulo.

É um pessoal que me pareceu bastante ciente sobre os novos desafios que a tecnologia impôs à profissão.

Os slides da aula (agradecimento especial ao amigo Sérgio Lüdtke)

O roteiro de links

Depois de uma sessão mais teórica, na semana passada, desta vez nos agarramos a exemplos (bons e ruins) de conversação e abertura para participação do público no mainstream.

Delícia lembrar o dia em que a ex-plateia, revoltada com o descaso e a ineficiência do veículo que acompanhavam, deu o troco e fez uma grande organização pagar muito caro.

Ou ainda perceber que, na lógica das redes sociais, as pessoas vêm sempre antes das instituições (algo que já virou um corolário, né?).

Mais: que o Twitter, diferentemente de todas as outras mídias sociais, não é construído com base em relações de afetividade e amizade. Todo o oposto: seu inimigo pode estar seguindo você.

Enfim, temos muito a aprender.

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Quem disse que a internet é infinita e de graça?

Outubro 8, 2009 · 2 Comentários

É uma percepção das pessoas que a internet, além de ser infinita, possui custo zero. Você publica o que quer, onde quer e sem pagar nada.

Nada mais mentiroso. E os recentes problemas na ferramenta de publicação dos blogs do UOL (quem tem um e não teve problemas que atire a primeira pedra) ou a parada do Twitter nesta quinta-feira estão aí justamente para lembrar a gente que existe um limite para a expansão e manutenção da rede: o servidor _isso sem contar que os HDs têm, entre outras coisas, alumínio e cobalto, materiais absolutamente finitos.

Quanto mais produção on-line, mais e potentes servidores serão necessários para manter a internet funcionando normalmente. E isso é totalmente físico.

Para mantê-los, alguém está investindo muito dinheiro. E terá de investir muito mais para manter essa engrenagem rodando.

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‘E o prêmio Pulitzer de tweets investigativos vai para…’

Setembro 18, 2009 · 1 Comentário

Ilustração: John Cole, The Times-Tribune

Ilustração: John Cole, The Times-Tribune

Abril de 2012, Universidade de Columbia (EUA). O apresentador checa seu smartphone para anunciar o vencedor da categoria “tweets investigativos” do Prêmio Pulitzer, a mais renomada distinção do jornalismo.

Exageros e ironias de cartum à parte, 2012 me parece muito tarde para um prêmio do tipo. Não haverá mais tweet, mas outra coisa (the next big thing?).

Agora, quanto à piada da brevidade do texto: é possível investigar e colocar pulgas atrás de várias orelhas em 140 caracteres. Não duvide disso. Afora o fato certo e sabido de um tweet levar a outro rincão, ou seja, uma página com o tamanho que se necessite.

A propósito, a ilustração de John Cole, do The Times-Tribune (Pennsylvania), abre o Nieman Report desta estação. O assunto é jornalismo e mídia social. Ótimas reflexões, para imprimir e ler.

(via @agranado)

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E na vida real, para que servem as redes sociais?

Agosto 20, 2009 · 6 Comentários

Até que ponto uma manifestação nascida na web, mais especificamente em redes sociais, tem o poder de alterar a vida real?

É uma questão crucial para gente, como eu, que aposta todas as fichas na capacidade da internet de interligar pessoas e provocar transformações de verdade.

Hoje incorporo, mais uma vez, Andrew Keen (claro, sempre ele) para lançar uma provocação sobre essa pretensão. Keen lembra da avalanche de protestos virtuais _notadamente via microblog e sites de relacionamento como o Facebook_ após a polêmica reeleição de Mahmoud Ahmadinejad para mais um mandato presidencial no Irã.

O que sobrou daquele barulho todo? “O patético simbolismo de avatares tingidos de verde no Twitter e um grupo de oposicionistas ocidentais que insiste em manter ‘Teerã’ como sua localização no perfil do site”, ataca.

Eu acrescento ainda a mobilização virtual por conta do golpe em Honduras. Enquanto no microblog as discussões pegam fogo claramente com a premissa de que se está denunciando a ilegalidade ao mundo, o movimento que apeou Manuel Zelaya do poder completa, em dias, dois meses. Impávido como Muhammad Ali.

Evidente que a pequena reflexão de Keen, como lhe é hábito, exclui do campo de visão o extraordinário incremento que as redes sociais, e a era da publicação pessoal, deram à difusão e a interpretação da informação. Sem contar que a web é, sob qualquer métrica, o meio de comunicação mais eficiente da história da humanidade para mobilizar e organizar pessoas.

Enquanto isso, nós aqui achando que colocar o #forasarney no Trending Topics do Twitter nos dará alguma reputação e notoriedade. E Sarney inaugurando site pago com dinheiro público para se defender.

Só a constatação, para diminuir um pouco nossa empolgação, de que não se pode chamar de revolucionário quem, efetivamente, ainda não fez uma revolução de carne e osso.

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E se o homem chegasse hoje à Lua?

Julho 21, 2009 · Deixe um comentário

A Slate, um produto bem representativo da era da web (a revista de atualidades e cultura foi criada em 1996 e sempre teve como mérito cobrir as tendências da vida em rede), produziu um vídeo bem divertido sobre como teria sido a repercussão (especialmente na internet) caso o homem tivesse chegado apenas hoje, não há 40 anos, à Lua.

Imagine, claro, o Twitter “baleiando”, Youtube e Flickr forrado de imagens e até manchete no Huffington Post (o site/blog de Arianna Huffington que é outro exemplo emblemático da era da conversação e troca de informações via computador).

A ficção não está muito distante da realidade. Basta lembrar a morte de Michael Jackson, um acontecimento com alcance global como seria a conquista da Lua hoje.

(via Tiago Dória)

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Entendendo o ‘RT’: a distribuição de notícias nas redes sociais

Julho 19, 2009 · Deixe um comentário

O uso informacional das redes sociais (que a mídia parece ter descoberto só agora, e só com o Twitter, depois que foi atropelada e “furada” por personagens do noticiário) é um dos aspectos mais importantes de mudanças no exercício do jornalismo precipitadas pelo avanço tecnológico.

Raquel Recuero, pesquisadora brasileira mais plugada nessas modificações, traça uma ótima relação de hipóteses sobre a propagação de informação via sites desde Orkut/Facebook até o próprio messenger, sistema limitado porém eficiente de distribuição de informação.

Para jornalistas e empresas jornalísticas pensarem um pouco mais sobre a qualidade de sua atuação on-line.

Lembrando, como eu digo sempre, que uma coisa é presença, outra é atuação. Não basta criar perfis (muito menos alimentados por feeds), há que se gerenciar comunidades.

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O desespero com a perda do monopólio

Julho 11, 2009 · 13 Comentários

É incrível a incapacidade de algumas pessoas compreenderem a evolução da conversação com o avanço tecnológico.

Ontem via um programa esportivo na Bandeirantes (sim, eu sou da antiga) que passou todo um trecho discutindo a comunicação pública do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, sobre o desacordo com o técnico Muricy Ramalho.

O não negócio foi publicado via microblog (no Twitter, mais especificamente) na madrugada de sexta-feira _aliás, Belluzzo (que segue Britney Spears, isso é mais grave) promete anunciar o nome do novo técnico na própria ferramenta.

Vai daí que o entendimento do povo da Band é que o economista-dirigente fez “uma molecagem”. “Twitter é coisa de criança, meu fillho adolscente me perguntou hoje cedo se eu queria ter uma conta no site”, afirmou um jornalista (sei quem é, mas não vale a pena notibilizá-lo).

Quer dizer que mais uma vez está se discutindo o mensageiro, não a mensagem?

O ambiente de comunicação mudou, a imprensa deixou de ser o filtro universal entre os acontecimentos e o público, e jornalistas do mainstream insistem em ignorar isso?

Que diferença faz, sinceramente, se um anúncio oficial é feito via microblog ou entrevista coletiva? Eu explico: é que ele foi feito para todos, ao mesmo tempo, não apenas para um grupo seleto que se acostumou a monopolizar as informação.

Meu deus, está cheio de gente que simplesmente não quer enxergar. Jornalistas, não acordaram ainda, é?

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Mesmo sem estar jogando, tomei o cartão vermelho

Julho 7, 2009 · 1 Comentário

A sensação é a mesma de se tomar um cartão vermelho sem ter entrado em campo: estou de férias, belo e faceiro, bastante distante (não totalmente separado) do computador e, de repente, fico sabendo que minha conta de microblog no site Twitter foi suspensa.

Daí toca descobrir o que aconteceu. A empresa falou em “erro humano”.

Ficou uma sensação de transgressão mesmo sem eu saber o que tinha feito…

Enfim, esse tipo de pane apenas nos relembra como é frágil o sistema de compartilhamento de dados, como um todo, na internet.

Do dia para a noite você vira vilão e fica sem acesso a informações colocadas no ar por você mesmo. Insano.

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A notícia sou eu

Junho 28, 2009 · 2 Comentários

O episódio da demissão de Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras mais uma vez exibiu um aspecto importante do avanço tecnológico que provocou mudanças profundas no exercício do jornalismo.

É, talvez, a principal consequência da era da conversação e da publicação pessoal: cada cidadão possui, agora, sua própria imprensa. E pode se dirigir ao público sem a necessidade de utilizar a imprensa como filtro dos acontecimentos.

Foi assim com o ex-treinador do Palmeiras: à 0h44 de sexta para sábado, ele decidiu tornar a dispensa pública num canal pessoal (no caso, seu blog) _pouco depois, recorreu também ao microblog para dar a mesma informação.

A partir daí, foi a imprensa, vendida, quem saiu correndo atrás da bombástica informação.

Só para se lembrar que hoje não possui mais o monopólio sobre a notícia.

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