Entradas etiquetadas como ‘usabilidade’

Detalhe da nova homepage do portal UOL
Com algumas horas de diferença, os dois principais portais brasileiros na Internet mudaram suas homepages _no caso do Terra, as capas internas também.
A constatação mais fácil e direta que se pode fazer é o notável triunfo do branco, uma tendência que vem acompanhando o redesenho dos sites de veículos noticiosos como o inglês Independent e o canadense Globe and Mail, apenas para ficar em dois exemplos.
No caso do UOL, a mudança teve motivação física: colocar mais conteúdo na página inicial (a empresa diz que o novo desenho permitiu 23% a mais de conteúdo). No Terra, tudo faz parte de um projeto (o Átomo) que está sendo tratado como uma “revolução” pela companhia.
Agora é o tempo que dirá se as alterações, de fato, terão implicação na vida dos internautas. Tudo que venha ao encontro da interação e da clareza na transmissão da notícia é muito bem-vindo.
Porém revolução mesmo, para quem trabalha com jornalismo na Internet, para mim é outra coisa: a adoção ampla, geral e irrestrita da linkagem externa. Creio nisso como o passo decisivo para um comunicação transparente, direta e utilitária.
Afinal, se o conteúdo é rei, a linkagem é a rainha. Sobre o “link journalism”, por sinal, quem tem as infos mais atuais é Scott Karp.

Detalhe da nova homepage do portal Terra
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Saiu hoje um novo estudo sobre as características da leitura on-line. Nosso amigo Jakob Nielsen, um especialista no assunto, analisou o trabalho de pesquisadores alemães para dar uma atualizada em seus escritos, que já têm mais de dez anos.
A conclusão agora é que as descobertas de 1997 ainda estão valendo, com o acréscimo da seguinte constatação, feita após a análise da leitura de 59.573 page views: na média, um ser humano lê apenas 20% das palavras escritas num texto emitido por um monitor (o máximo que esse número chega é 28%).
Isso confirma a descoberta do próprio Nielsen, de que as pessoas simplesmente não lêem quando estão no computador, mas escaneiam palavras.
Outro dado bacana levantado pelos pesquisadores alemães é que o “back” (essa função aí no canto superior esquerdo do seu navegador e que serve para voltar à página visitada imediatamente antes) foi relegada à terceira mais clicada pelos internautas, atrás do hiperlink e, agora, de botões diversos que novas plataformas espalharam pelas páginas.
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Para quem quiser se aprofundar na usabilidade, que está para a Internet como a diagramação está para o jornal papel, recomendo o Usabilidoido, mantido por Frederick van Amstel.
É um ponto de encontro de jornalistas, webdesigners e simpatizantes. Ali rolam discussões bacanas que interessam diretamente a nós.
Fora que o Amstel colocou apresentações (em vídeo e áudio) sobre temas que discutimos freqüentemente aqui, como a colaboração.
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Um novo estudo sobre o comportamento do olho humano diante de uma tela de computador foi feito pelo Poynter Institute. A imagem aí acima mostra um esquema do que foi descoberto pelo experimento com 46 pessoas.
A tendência de dar mais atenção ao canto esquerdo corrobora as descobertas de Jakob Nielsen e seu Padrão F. Mas há um detalhamento mais apurado sobre as outras áreas do monitor. Lembrando que são pesquisas como essas que ajudam jornalistas a valorizar coisas nas homes pages e páginas internas. E, claro, auxiliam anunciantes a saber onde exporem suas marcas.
O site Acessibilidade Legal analisa a pesquisa aqui. Ou vá direto aos originais em inglês ou espanhol.
A dica foi de Leopoldo Godoy, que comanda o valoroso 8bitsemeio.
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Mestre Jakob Nielsen sai da tumba para apresentar mais um informe sobre usabilidade.
Desta vez, o “ómi” critica a distribuição de conteúdo por páginas de Internet escolhidas a dedo. E o recado é claro para quem edita: o uso de uma palavra, num pé de lista de notícias qualquer, pode fazer a diferença.
Combatido (ainda bem), Nielsen ainda dá as cartas.
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Eu aqui apregoando o fim da home page, e gente como o webdesigner Wilbert Baan, do jornal holandês Volkskrant, pensando em soluções para a página inicial do veículo na Internet.
As novidades começam no topo, com o que Baan apelidou de “rio de notícias”: uma linha do tempo das últimas 24 horas mostrando a quantidade de notas publicadas pelo site.
Na coluna do lado direito, as notícias mais recentes. No pé, fotos recentes, links para redes sociais e listas de mais lidas e mais enviadas por e-mail.
E, viva, dane-se o Padrão F de Jakob Nielsen.
Quem analisa a novidade tim-tim por tim-tim é nosso amigo Paul Bradshaw.
E esquenta a discussão. Eu não disse, mas pensei: tava faltando webdesigner nessa conversa…
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Falamos tanto de usabilidade outro dia, e hoje descubro pelo utilíssimo Blog do Gjol (do pessoal de jornalismo da Federal da Bahia) que já tem site brasileiro falando só sobre o assunto.
Para quem reclamou que as pesquisas de Jakob Nielsen são todas em inglês, eis uma chance (quem sabe?). Mas aquele velho bordão persiste: o mundo é inglês, e normalmente sem legendas.
A usabilidade às vezes é chata, às vezes é muito técnica, é bastante teórica… Mas acredite: tem tudo a ver com edição. A usabilidade é a diagramação da web. Saber mais um pouco sobre isso não arranca pedaço, não… E tem mais, ajuda o jornalista a se livrar das cascatas do webmaster/designer.
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Quantos anos você tem? Se tiver chegado aos 25, saiba que a partir de agora sua capacidade de realizar tarefas na Internet diminuirá 0,8% ao ano. Como a progressão é linear, isso significa que em dez anos você irá demorar 8% mais tempo para fazer as mesmas coisas diante do computador.
A descoberta é de um estudo do venerável Jakob Nielsen, um mestre na arte de decifrar os mistérios da navegação na web (a “usabilidade“, como se batizou).
O estudo aponta que a nossa gradual lerdeza Carnaval após Carnaval tem raiz na deterioração dos recursos cognitivos, da acuidade da visão, redução da capacidade de armazenar dados e habilidades motoras. Tudo muito próprio do processo de envelhecimento.
Nielsen já apontou, em 1997 (e desde então não foi desmentido), que a média dos humanos olha uma página na rede seguindo o padrão F _ou seja, nosso olho tende a destacar, ao focar uma tela de computador, os elementos que estão dispostos como esta letra da alfabeto (isso explica porque as homepages costumam ser tão parecidas, com a fórmula manchete forte + imagem ao lado, e outra coisa forte mais abaixo, normalmente um anúncio).
No Brasil, o portal noticioso que mais se aproxima da detecção de Nielsen é o G1, embora todos os outros tragam essa disposição como conceito básico.
Um consolo para quem já se vê como um projeto de dinossauro: segundo Nielsen, quanto mais anos de uso da Internet, melhor a capacidade de reduzir a perda de habilidade, que ele decreta ser inevitável.
Portanto… treine.
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