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As coisas vão se encaminhando do jeito que Chris Anderson, editor-chefe da Wired, preconizou. Agora foi a Thomson Reuters, maior agência de notícias do mundo e que ainda vive de vender conteúdo para a mídia mundial, anunciar que abriu seu conteúdo multimídia para a “comunidade on-line”.
É a cultura do free, do preço zero, que Anderson vai defender em um livro que está quase no prelo.
Quando eu digo que não se pode mais cobrar do usuário comum, aquele que utiliza seu site sem fins comerciais, ficam em pânico. Mas só há uma certeza hoje sobre o conteúdo fechado: que ele o exclui das buscas na Internet, hoje a principal porta de acesso do usuário a um site.
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É o que diz a Wired. A Wired não, o nerd e especialista Dan Kaminsky.
O negócio é o seguinte: URLs abandonadas de domínios como Google, Ebay, Paypal e Yahoo estão sendo usadas para ganhar dinheiro e, sem proteção adequada contra ataques virtuais, viraram um paraíso de hackers e internautas desonestos.
Kaminsky diz ter comprovado que acessos de dentro dos Estados Unidos a um site desativado ou que não existe têm levado cada vez mais a “páginas de sugestão” registradas pela empresa britânica Barefruit. Ou seja: em vez de uma simples mensagem de erro, o usuário vê anúncios do tipo adsense e links de clientes da firma.
E daí?
Fora o monópolio, isso mostra que servidores controlados por um único administrador “tomam conta” de uma parte considerável do tráfego na rede _uma flagrante ameaça à neutralidade, segurança e estabilidade da web.
Redirecionamento de tráfego na Internet é justamente o core business da Barefruit. Eles têm de tudo, até soluções para que o seu negócio apareça primeiro numa busca no Google.
Eathlink, megaprovedor americano, hoje é o mais vulnerável à fraude, segundo a reportagem.
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Furaço da Wired: num fórum de discussão de site sobre epilepsia foram postadas mensagens em linguagem Java capazes de provocar dores de cabeça e até mesmo crises da doença. Uma irresponsável crueldade. Porém altamente humana e facilitada pelas benesses da “bendita tecnologia”, como eu já apelidei.
A reportagem conta que centenas de imagens com GIFs animados foram colocadas no fórum e relata o drama de pelo menos uma pessoa afetada pelo ataque, provavelmente o primeiro da história com conseqüências físicas em usuários da web.
A Wired estima em 50 milhões o número de epiléticos no mundo e diz que cerca de 3% deles estão sujeitos a reações a estímulos visuais como flashes coloridos.
Lembrei do Caso Pokemón, mas até onde se sabe o que ocorreu daquela vez não foi deliberado e, graças a ele, descobriu-se mais sobre o poder de imagens frenéticas emitidas por telas.
Estarrecedor.
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